Com
7 700 quilómetros de percurso, 5.100 deles serão disputados ao
cronómetro, nas 12 especiais previstas, antecedidas por um prólogo.Ao
contrário do que aconteceu na edição passada, a etapa maratona, com
mais de mil quilómetros e disputada em dois dias, surge logo no início
(segunda tirada), em que os pilotos não terão assistência. O deserto do
Quarto Vazio (Empty Quarter), o maior da Arábia, fica reservado para a
segunda metade da prova, já depois de uma segunda etapa maratona em que
os participantes apenas terão a possibilidade de tratar eles mesmos da
mecânica dos veículos.A corrida arranca em
Bisha e termina em Shubaytah, no dia 17, tendo cinco etapas com
percursos diferentes para as motas e para os carros.Pela
primeira vez sem a categoria de quads, em 2025 também haverá 'roadboak'
(livro do percurso) digital para todos os participantes, reforçando-se a
segurança com a duplicidade de pistas.Para
além disso, os veículos estão obrigados a competir com uma bandeira
vermelha elevada a dois metros acima do tejadilho, que permite facilitar
a identificação da posição no meio das dunas, para evitar acidentes.Já
sem os Audi elétricos em prova para defender a coroa conquistada pelo
espanhol Carlos Sainz em 2024, também o francês Stephane Peterhansel
marca o fim de uma era, ao falhar a prova pela primeira vez em 35 anos.
Conhecido por ‘senhor Dakar’, o gaulês conta com 14 triunfos entre motas
(seis) e carros (oito).Sainz, que já
conta com quatro triunfos na prova, juntou-se à Ford, tal como o
compatriota Nani Roma, recuperado de doença, e o sueco Mathias Ekstrom.O
qatari Nasser Al-Attiyah, campeão mundial em título, mudou-se para a
Dacia, juntamente com o francês Sébastien Loeb, que procura confirmar no
todo-o-terreno os créditos conseguidos com nove títulos mundiais de
ralis (de 2004 a 2012).A Toyota aposta no
brasileiro Lucas Moraes, no norte-americano Seth Quintero, que brilhou
anteriormente nos SSV, e no saudita Yazeed Al-Rajhi.Para os automóveis mudou-se, também, o australiano Toby Price, que já chegou a vencer a prova nas motas.O português João Ferreira (Mini) tentará um 'lugar ao sol' na estreia na categoria rainha.Nas
duas rodas, o campeão mundial Ross Branch procura dar à Hero a primeira
vitória no Dakar, que agora tem como diretor dsportivo o português
Joaquim Rodrigues Jr.Mas a concorrência da
Honda, equipa gerida por outro português, o algarvio Ruben Faria, será
grande, pois vem de duas vitórias consecutivas. O chileno Pablo
Quintanilla, o norte-americano Ricky Brabec, vencedor em 2024, e o
compatriota Skyler Howes, compõe a armada da Honda.Já o chileno José Ignacio Cornejo substituiu Quim Rodrigues na Hero, juntando-se ao luso-germânico Sebastian Bühler.A
KTM, a braços com uma grave crise financeira, recrutou o australiano
Daniel Sanders e o prodígio espanhol Edgar Canet, de apenas 19 anos.