EDA vai distribuir 5,7 ME do resultado de 2025 pelos acionistas

Hoje 15:06 — Lusa/AO Online

O relatório e contas da EDA de 2025, consultado pela agência Lusa, adianta que a assembleia geral deliberou ainda, a 28 de abril, sob proposta do conselho de administração, subscrita pelo maior acionista, a Região Autónoma dos Açores, que os remanescentes 5,6 milhões sejam aplicados para resultados transitados.O Código das Sociedades Comerciais estipula a aplicação de 5% para constituição da reserva legal e o pagamento no mínimo de dividendos de 50% dos resultados apurados distribuíveis, salvo se aprovado em contrário pelos acionistas.A Região Autónoma dos Açores propôs, entretanto, a atribuição de uma contribuição extraordinária do Plano de pensões de contribuição definida aos trabalhadores da EDA no valor de 350.000 euros.A medida estende-se aos trabalhadores das restantes empresas do grupo EDA, maioritariamente detidas pela Região, que apresentaram resultados positivos em 2025, “na mesma percentagem do valor pensionário aplicado na EDA”.A medida salvaguarda que “o montante total não pode ultrapassar 3,07% dos resultados apurados naquele período, em cada uma das sociedades”.O SINERGIA - Sindicato da Energia propôs, por seu turno, aos acionistas que, como “reconhecimento do contributo decisivo dos trabalhadores da EDA para o bom desempenho da empresa, parte dos resultados do exercício de 2025 seja aplicada no Reforço do Fundo de Pensões Individual dos trabalhadores (3%)”.Acresce a atribuição, a título de participação nos resultados, de um prémio de 250 euros a cada trabalhador da EDA, no ativo, com um mínimo de seis meses de trabalho efetivo e sem faltas injustificadas no ano de 2025.São acionistas da EDA a Região Autónoma dos Açores, com 50,1% do capital social, no montante de cerca de 35 milhões de euros, e a ESA - Energia e Serviços dos Açores, SGPS, com 39,7% do capital social, representando cerca de 27,7 milhões de euros.A EDP Gestão da Produção de Energia, SA, outro dos acionistas, com 10% do capital social, no valor de sete milhões de euros, bem como o SINERGIA com 0,001% do capital social, no valor de mil euros, a par de Nuno Miguel Rodrigues, com 0,048% do capital social, no valor de cerca de 37 mil euros.