Economias paralela e informal representam 40% do PIB açoriano
Economia
12 de set. de 2008, 16:39
— Lusa/AO online
O PIB Regional, de acordo com os últimos dados referentes a 2006, é de 3.204 milhões de euros a preços correntes (per capita é de 13.204 euros) o que origina que a economia paralela e informal seja equivalente a 1.281 milhões de euros.
De acordo com Sandro Paim “as economias paralela e informal, de que são exemplo as lojas americanas da Base das Lajes, estão a provocar o estrangulamento das pequenas e médias empresas regionais que se encontram em situação dramática e que tende a agravar-se”.
Segundo o empresário “nos dois últimos anos foram efectuadas seis comunicações formais sobre o assunto junto da Inspecção e até ao momento não vimos qualquer resultado”.
“Conhecemos os diversos casos do fabrico e comercialização ilegal de pão, venda e reparação de automóveis, promoção de eventos na área da restauração, construção civil, carpintarias, caixilharias e alumínios”, especificou.
Sandro Paim adianta que “a Inspecção de Actividades Económicas só efectua fiscalizações aos ilegais quando há uma denúncia”.
“O nosso organismo o que pede é que eles fiscalizem e não nos tornem a nós e aos cidadãos em denunciadores”, acrescenta.
O líder da associação empresarial das ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge, revelou que “só na ilha Terceira existem 80 carpintarias ilegais”.
A Câmara do Comércio exige um “urgente compromisso entre o governo regional, partidos políticos e parceiros sociais “ com o objectivo de “acabar com este ciclo de concorrência desleal e degradação da competitividade e rendibilidade das empresas açorianas”.
A manter-se a situação, os empresários preconizam como solução “a possibilidade dos cidadãos abaterem no IRS as facturas de todos os serviços que adquirem como já acontece em alguns países da Europa”.