Economia do mar mais dinâmica do que a economia nacional no triénio 2016-2018
16 de nov. de 2020, 11:40
— Lusa/AO Online
“No
âmbito da Conta Satélite do Mar (CSM) foram identificadas
aproximadamente 53 mil entidades, cuja atividade representou, em média,
3,9% do Valor Acrescentado Bruto (VAB), no triénio 2016-2018, e 4% do
emprego (Equivalente a Tempo Completo - ETC) da economia portuguesa, no
período 2016-2017”, refere.As atividades económicas consideradas na CSM apresentaram assim, de acordo com o INE, um desempenho acima da economia nacional.“Entre
2016 e 2018, o VAB cresceu 18,5% (o VAB nacional aumentou 9,6%) e entre
2016 e 2017 o emprego aumentou 8,3% (na economia nacional a variação
foi de 3,4% no mesmo período)”, sinaliza.Assim,
estima-se que, em 2018, o impacto direto e indireto da economia do mar
na economia nacional se tenha traduzido em 5,4% do VAB e 5,1% do Produto
Interno Bruto (PIB).As remunerações na
economia do mar representaram mais de 4% do total das remunerações
nacionais, em 2016 e 2017, com a remuneração média superior à observada
na economia nacional (7,8% em 2016 e 6,3% em 2017).A relação entre VAB e Emprego (ETC) foi ligeiramente inferior à registada na economia nacional (aproximadamente 95%).Na
estrutura das importações, os itens mais relevantes foram os produtos
alimentares (produtos transformados, destacando-se o peixe fresco,
refrigerado ou congelado e crustáceos, o peixe seco, salgado ou em
salmoura; peixe fumado e, ainda, as conservas e outras preparações de
peixe), seguidos dos serviços de alojamento e dos produtos da pesca e da
aquicultura.Nas exportações de produtos da economia do mar, destaca-se a prevalência dos serviços de alojamento.Os produtos alimentares surgem em segundo lugar, seguindo-se os serviços de restauração.A
despesa de consumo final das famílias em produtos da economia do mar
aumentou 8,2% em 2017, tendo o peso relativo na economia nacional
crescido de 6% para 6,2%.Para a média do
período 2016-2017, as despesas das famílias em produtos da economia do
mar incidiram, sobretudo, nos produtos alimentares, seguindo-se os
serviços de alojamento e os produtos da pesca e da aquicultura.Nesta edição da CSM, pela primeira vez identificam-se ainda resultados para as regiões autónomas.“Em
2016-2017, 10,7% do VAB da economia do mar foi gerado nestas regiões,
mais 6,1 pontos percentuais do que o peso que estas regiões têm
globalmente no VAB nacional”, refere.A CSM foi desenvolvida pelo INE, em parceria com a Direção-Geral de Política do Mar.Os dados apresentados para 2016 e 2017 são finais e os dados relativos a 2018 têm uma natureza provisória.