Em
comunicado, a REN disse que o fenómeno "irá provocar uma perda de
geração solar estimada em 450 MW [Megawatt], o que representará cerca de
7% do consumo e 45% da produção solar do Sistema Elétrico Nacional
prevista para este horário (valores médios)". A
REN afirmou ainda que tem estado, em colaboração com outros operadores
europeus de redes de transporte de eletricidade, a preparar o Sistema
Elétrico Nacional (SEN) para os efeitos decorrentes do eclipse solar que
ocorrerá no final da tarde de dia 12 de agosto (quarta-feira). Segundo
a REN, os valores estimados dizem respeito à produção solar
centralizada e medida por si e não tem em conta outra produção solar
associada a algumas unidades de produção para autoconsumo. A
REN está também a estimar este efeito e será devidamente incorporado
nas previsões de consumo para esse dia para "reduzir e mitigar, em tempo
real, os efeitos inesperados".Para
atenuar os impactos da perda de produção, a REN explicou que será
necessário mobilizar reservas adicionais geradas por energia hídrica
e/ou térmica.Apesar dos impactos, o efeito
deste eclipse estão atenuados por este ocorrer ao final da tarde,
quando a produção solar já está em queda.Em
julho passado, a produção solar abasteceu 19% do consumo em Portugal,
enquanto a hídrica teve uma expressão de 16%, a eólica 13% e a biomassa
5%.Portugal vai poder assistir esta
quarta-feira, pela primeira vez desde 1912, a um eclipse do Sol, mas só
numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança, o
eclipse será total.No restante território
nacional, o eclipse será parcial, variando a percentagem de ocultação do
Sol entre 92% e 99% no continente e entre 74% e 77% nas Regiões
Autónomas dos Açores e da Madeira. O que acontece é que a Lua irá colocar-se de permeio entre a Terra e o Sol, ocultando-o a partir do ponto de vista do planeta.