Ébola: RDC sobe para 1.621 número de mortos desde 15 de maio
Hoje 11:55
— Lusa
A taxa de letalidade situa-se atualmente em 44,1%, segundo o último boletim publicado pelo ministério da Comunicação congolês, com dados recolhidos até 31 de julho.Além disso, 760 pacientes encontram-se em "isolamento ou hospitalizados" e 666 pessoas conseguiram recuperar da doença, enquanto a taxa de rastreio de contactos encontra-se está em 78%."A atenção aos pacientes continua apesar da pressão exercida sobre certas estruturas de saúde, enquanto as atividades de comunicação de risco, de participação comunitária e de apoio psicossocial prosseguem com o objetivo de reforçar a adesão das populações às medidas de prevenção", acrescentou o ministério.Até ao momento, cinco províncias congolesas foram afetadas pelo surto de ébola: Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uele (leste), assim como Tshopo (centro-norte).A atual epidemia tornou-se na última sexta-feira o segundo surto com mais contágios registados da história e o maior em termos de infeções em todo o país, superando o que também ocorreu no leste congolês entre 2018 e 2020, que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.Trata-se da décima sétima epidemia que afeta a RDC, e é a que tem um crescimento mais rápido de contágios em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, segundo a OMS.No entanto, ainda está longe da pior epidemia de ébola da história, que ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016 e que causou cerca de 11.000 mortos e 28.000 contágios.Depois de ser declarada no passado dia 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e Uganda, a epidemia propagou-se também a este segundo país.No entanto, o Uganda deu alta no dia 16 de julho ao último paciente que permanecia internado no país, depois de ter registado um total de 20 contágios confirmados, incluindo 15 casos considerados como importados da RDC, entre os quais houve duas mortes.O Governo do Uganda declarou o país "livre de ébola" no dia 28 de julho, depois de contar 42 dias sem novos contágios.A epidemia corresponde à cepa de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera "alto" o risco de expansão do surto na África subsaariana e "baixo" em escala global.O vírus do Ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.