easyJet espera que ajuda à TAP não seja usada para fazer concorrência
21 de set. de 2021, 15:59
— Lusa/AO Online
“O
plano de reestruturação [da TAP], que ainda não foi aprovado, esperemos
que seja em breve para que possamos conhecer em detalhe todas as suas
vertentes, [esperemos] que seja um plano que realmente tem como objetivo
sanear a empresa, para que ela possa no futuro ser lucrativa e que
esses valores [de ajuda] não sejam usados para fazer concorrência, por
exemplo, baixando tarifas”, defendeu José Lopes, em declarações à
agência Lusa.Sublinhando
que a easyJet não se opõe, por princípio, a ajudas de Estado, o
responsável apontou, no entanto, que a ajuda de Estado à TAP é superior à
que foi dada a outras companhias europeias, que não estavam em situação
financeira difícil antes da pandemia de Covid-19.“Se
nós olharmos para o montante que se tem vindo a falar publicamente, o
total de ajudas de Estado a ser dadas à TAP, se compararmos com as
ajudas estatais que foram dadas a outras empresas europeias que não
estavam em situação deficitária antes da pandemia, o valor que está a
ser dado à TAP é superior por unidade, portanto por número de avião, […]
é maior do que foi dado a essas empresas e a reestruturação que está
anunciada é inferior percentualmente à reestruturação que foi feita em
praticamente todas as grandes empresas na Europa”, destacou José Lopes.A easyJet afirmou ainda que vai continuar a acompanhar o “dossiê” TAP.“O
importante é que se criem remédios para que estas ajudas de Estado que
estão a ser dadas e que serão dadas não distorçam demasiado a
concorrência”, reiterou.