É preciso medidas concretas para fixar população das Regiões Ultraperiféricas

Hoje 09:39 — Rui Jorge Cabral

O eurodeputado socialista açoriano, André Franqueira Rodrigues, saudou a nova Estratégia para as Regiões Ultraperiféricas (RUP), mas defendeu que é preciso medidas concretas para fixar a população.Durante um debate no Parlamento Europeu sobre as estratégias da União Europeia (UE) para as ilhas, as comunidades costeiras e as RUP, André Franqueira Rodrigues  defendeu igualmente um financiamento à altura da ambição europeia, com gestão direta pelas Regiões.Citado em nota de imprensa, André Franqueira Rodrigues começou por lembrar que “os Açores são profundamente europeus e os açorianos europeístas convictos”. Por isso, acrescentou o eurodeputado socialista açoriano, “saudamos esta nova Estratégia porque reconhece aquilo que sempre defendemos: somos ativos estratégicos da União, lugares onde a Europa se projeta no mundo”.O eurodeputado açoriano, que é também coordenador do Grupo S&D na Comissão das Pescas, destacou ainda o peso das RUP para a União Europeia, onde vivem cerca de cinco milhões de cidadãos e cujas zonas marítimas representam mais de metade das zonas económicas exclusivas da UE.No entanto, André Franqueira Rodrigues não deixou de alertar que o reconhecimento da importância geoestratégica das RUP “será insuficiente se não for acompanhado por desenvolvimento económico, melhores condições de vida e capacidade para fixar população”.E conforme refere o eurodeputado açoriano em nota de imprensa, a nova Comunicação da Comissão para as RUP projeta uma redução demográfica entre cerca de 15% e 25% até 2050 nos Açores, Madeira, Martinica, Guadalupe, e restantes RUP.O que quer dizer que “por trás destes números estão cidadãos europeus obrigados a partir e comunidades inteiras a perder horizonte e futuro”, alertou André Franqueira Rodrigues. Nesse sentido, o eurodeputado socialista açoriano defendeu respostas concretas nas acessibilidades, na agricultura, nas pescas, na habitação e no turismo, áreas que considera “determinantes para criar oportunidades e permitir que os mais jovens permaneçam ou regressem às ilhas”, concluiu.