Dupla subida à Senhora da Graça e ‘crono’ a meio marcam rota equilibrada
Volta
Hoje 11:48
— Lusa/AO Online
Antes
da subida final ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, em Mondim de
Basto, a nona e penúltima etapa da edição de 2026, marcada para 15 de
agosto, contempla uma inédita ascensão ao Alto de Carvalhais, por outra
vertente do Monte Farinha, numa contagem de primeira categoria com 6,8%
de inclinação média, ao longo de 9,5 quilómetros, o último em terra
batida.O trajeto proposto pela empresa
espanhola Emesports, sucessora da Podium Events na organização da
corrida, une Lisboa e Porto ao longo de 1.430 quilómetros, entre 05 e 16
de agosto, com um prólogo a abrir, nove etapas em linha e um
contrarrelógio individual a meio e não no último dia, como acontecia
ininterruptamente desde 2016.O ‘crono’ de
2026 liga Anadia e Águeda a 10 de agosto, ao longo de 17,4 quilómetros,
na quinta etapa, que sucede à chegada à Torre e antecede o dia de
descanso em Santa Maria da Feira, o que contraria o hábito mais recente
da mais popular competição velocipédica de verão do calendário
português.A derradeira tirada da 87.ª
Volta contempla a ligação entre Maia e Porto, numa extensão de 136,9
quilómetros que culmina num circuito pelos centros históricos do Porto e
de Vila Nova de Gaia, que promete agitar a corrida e dificultar a
chegada ao ‘sprint’ à meta, na Avenida dos Aliados.Com
menos 151 quilómetros de extensão face a 2025 e uma altimetria
acumulada de 24 mil metros, o que perfaz menos 859 metros face à edição
anterior, a corrida está, na perspetiva dos diretores desportivos, mais
equilibrada relativamente ao ano transato, começando com um prólogo
plano de 6,5 quilómetros, em Lisboa, com partida e meta na Praça do
Império.As três primeiras etapas em linha
incluem apenas quatro contagens de montanha, todas elas de terceira
categoria, e abrem perspetivas de chegadas à meta em pelotão compacto,
para disputas ao ‘sprint’, ao mesmo tempo que assinalam o regresso da
Volta ao Alentejo e ao Algarve, três anos depois da última passagem.A
etapa entre Lourinhã e o Palácio Nacional de Queluz, no concelho de
Sintra, em 06 de agosto, até apresenta um perfil acidentado, duas
contagens de terceira categoria nos derradeiros 50 quilómetros, em Pero
Pereiro e em São Pedro de Sintra, antes de as tiradas mais longas da
prova, entre Sines e Albufeira (180,4 quilómetros) e entre Beja e a
Fortaleza de Elvas (182,2) apresentarem perfis mais suaves.A
ascensão à Torre, a 9 de agosto, promete fazer as primeiras
diferenças significativas na classificação geral, num percurso de 154,6
quilómetros, com partida em Figueiró dos Vinhos, que inclui três subidas
de terceira categoria e uma contagem de segunda no Alto do Braçal, em
Pampilhosa da Serra, antes da única contagem especial de montanha da
Volta – subida de 21,8 quilómetros pelas Penhas da Saúde, a 6,3%.Após
o contrarrelógio e o dia de descanso, em Santa Maria da Feira, o
pelotão lança-se para a segunda metade da prova, quase sempre disputada
em terreno acidentado, a começar pelos 132,6 quilómetros entre Santa
Maria da Feira e Peso da Régua, ao longo da Estrada Nacional 222, com
uma subida de terceira categoria e outra de segunda, à Tarouquela.A 13 de agosto, o pelotão deixa as margens do Douro e ruma ao Parque
Nacional da Peneda-Gerês, para uma subida de primeira categoria à Mata
de Albergaria, área de valor ecológico, o que já motivou críticas de
associações ambientais e movimentos cívicos locais, e uma outra ao Alto
de Germil, ao longo de 10 quilómetros, metade em piso empedrado, com 6%
de inclinação média, antes da meta na vila do Gerês, após 153
quilómetros de corrida.O pelotão atravessa
o Minho na oitava e antepenúltima etapa, desde Melgaço até Fafe, com
uma subida de terceira categoria à Penha, em Guimarães, pouco antes da
meta, a poder desencadear ataques em busca da vitória na tirada de quase
167 quilómetros, a antecipar o sábado com dupla passagem pela Senhora
da Graça.Pese o traçado curto, de 142,3
quilómetros, a ligação entre Paredes e Mondim de Basto inclui uma
contagem de terceira categoria no Alto da Lameira, em Celorico de Basto,
antes das duas subidas pelo Monte Farinha, que podem revelar-se
cruciais para o desfecho da corrida que termina na cidade ‘invicta’, no
domingo de 16 de agosto.