Doze organizações entram na campanha de contagem de portugueses nos Estados Unidos
16 de jan. de 2019, 11:11
— Lusa/AO Online
A
iniciativa "Make Portuguese Count", lançada no final do ano passado,
tem o objetivo de alertar os lusodescendentes de que podem escrever
"Português" na linha em branco que será facultada no formulário do
Census Bureau. O questionário final, que ainda não foi aprovado pelo
Congresso, adiciona na alínea 7 a possibilidade de identificar a origem
étnica. "O
PALCUS está a implementar uma estratégia em cinco fases nesta campanha
nacional através do Comité de Contagem Completa", afirmou Marie Fraley,
avançando que este é "o primeiro comité nacional do género na história
do U.S. Census Bureau". Tal deve-se ao "alcance nacional" do PALCUS,
explicou a responsável, visto que os outros comités de contabilização de
origem étnica são tipicamente locais e regionais.A
campanha pretende chegar a "toda a audiência de 1.37 milhões" de
residentes dos Estados Unidos que se identificaram como portugueses nas
últimas sondagens do Census Bureau, entre 2012 e 2016, conduzidas
através do American Community Survey. Essa contabilização no Censo 2020
atualizaria os números oficiais de lusodescendentes no país. O
PALCUS identificou 500 organizações que poderão entrar na campanha, que
esperam poder chegar a uma porção ainda maior que a população
identificada. Entre
as entidades que já foram confirmadas está a Associação dos Emigrantes
Açorianos, que tem sede na Ribeira Grande (São Miguel), participação que
se deve ao facto de uma grande percentagem de lusoamericanos ter
origens nos Açores. O
Estado mais representado é, até agora, Rhode Island, com sete
participantes: Fundação Faialense, Holy Ghost Brotherhood of Charity,
The Academy of Codfish of New England, Rhode Island Day of Portugal,
Knights of Cortes Reais, Portuguese American Women's Association e
Institute for Portuguese and Lusophone World Studies.Entraram
também duas organizações na Califórnia, o Estado que contabiliza mais
lusodescendentes em todo o país, com a California Portuguese-American
Coalition e a Portuguese Fraternal Society of America já confirmadas. Em Nova Iorque está registado o Portuguese Circle e em Nova Jersey o Contacto-USA/MediaConsult. A
"parte mais importante" da campanha será o "envolvimento de vozes de
confiança" nas comunidades, com porta-vozes que vão disseminar a
informação pertinente. Esta
fase incluirá comunicação direta em eventos e mensagens em vídeo por
parte de personalidades conhecidas entre os lusodescendentes. Marie
Fraley considera que estas vozes terão o maior impacto a partir de 1 de
abril de 2020, dia em que começa o recenseamento geral. Para
já está a decorrer a primeira fase, que consiste em chamar a atenção
para a campanha e a sua missão. A resposta tem sido "muito positiva",
com "um alcance de mais de 87 mil pessoas nas redes sociais". O
Comité seguirá depois para o alargamento da rede com incidência nas
"comunidades de portugueses mais populosas" e a entrada de mais
organizações afiliadas. "Estamos empenhados em conseguir consistência na
mensagem e informação passadas à comunidade", salientou Marie Fraley,
"já que estamos a trabalhar diretamente com o U.S. Census Bureau".