Dose de reforço da Pfizer “pode ser considerada” para maiores de 18 anos
Covid-19
4 de out. de 2021, 17:06
— Lusa/AO Online
“O
comité de medicamentos humanos da EMA avaliou dados sobre a Comirnaty
[nome comercial da vacina da BioNTech/Pfizer] que revelam um aumento nos
níveis de anticorpos quando uma dose de reforço é dada aproximadamente
seis meses após a segunda dose em pessoas de 18 a 55 anos de idade e,
com base nestes dados, concluiu que as doses de reforço podem ser
consideradas pelo menos seis meses após a segunda dose para pessoas com
18 anos de idade ou mais”, indica a EMA em comunicado de imprensa.O
regulador da União Europeia (UE) vinca que “é importante distinguir
entre a dose extra para pessoas com sistemas imunitários enfraquecidos e
as doses de reforço para pessoas com sistemas imunitários normais”, no
mesmo dia em que anunciou apoiar uma terceira dose da vacina
anticovid-19 da BioNTech/Pfizer e da Moderna para pessoas com “sistemas
imunitários gravemente enfraquecidos”, após 28 dias.No
que toca à população em geral, admite uma dose de reforço,
salvaguardando porém que, “a nível nacional, os organismos de saúde
pública podem emitir recomendações oficiais sobre a utilização de doses
de reforço, tendo em conta os dados de eficácia emergentes e os dados de
segurança limitados”.A
agência europeia adianta que “o risco de doenças cardíacas
inflamatórias ou outros efeitos secundários muito raros após um reforço
não é conhecido e está a ser cuidadosamente monitorizado”.Na
semana passada, a EMA anunciou estar a avaliar um pedido da
farmacêutica Moderna para administrar uma terceira dose de reforço da
vacina anticovid-19 na UE, para maiores de 12 anos após seis meses.Antes,
no início de setembro, o consórcio farmacêutico Pfizer/BioNTech
submeteu uma solicitação semelhante à EMA para restabelecer a proteção
de vacinados com 16 anos de idade ou mais após seis meses da segunda
dose.Tanto a vacina da Moderna, como a da Pfizer/BioNTech, assentam na tecnologia do RNA mensageiro.É
do entendimento do regulador que as provas atuais sobre a eficácia da
vacina e a duração da proteção mostram que as vacinas anticovid-19
aprovadas na UE asseguram alta proteção contra doenças graves e
internamentos na população em geral das vacinas, pelo que uma terceira
dose só é admitida para grupos vulneráveis como imunodeprimidos.A
posição da EMA é idêntica à do Centro Europeu para Prevenção e Controlo
das Doenças (ECDC), que num relatório divulgado no início de setembro -
e coassinado por especialistas da EMA - defendeu não existir
“necessidade urgente” de administrar doses de reforço da vacina
anticovid-19 à população em geral, dado que os fármacos aprovados na UE
são “altamente protetores” contra doença grave. Ainda
assim, o ECDC admitiu “a opção de administrar uma dose adicional de
vacina a pessoas que possam ter uma resposta limitada ao ciclo primário
de vacinação”, incluindo “indivíduos imunodeprimidos, por exemplo,
recetores de transplantes”, bem como “indivíduos mais velhos e frágeis”.Em
Portugal, a Direção-Geral da Saúde atualizou, também no início de
setembro, as normas para admitir uma terceira dose adicional da vacina a
imunodeprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos
e doentes oncológicos.