Domingos Castro promete dedicação e pede mais financiamento
Atletismo/Mundiais
12 de set. de 2025, 15:25
— João Pedro Simões/Lusa/AO Online
“Em
nome da FPA e de todas as federações – até porque eu sou
vice-presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), liderado por
Fernando Gomes, que é um presidente de excelência – apelo a que, no
Orçamento do Estado, tudo o que sejam valores do IPDJ e das apostas
desportivas venha para as federações e para as nossas modalidades,
sobretudo as olímpicas, porque, com esse apoio, podemos ir muito mais
além”, afirmou Domingos Castro.O líder da
FPA chefia a delegação portuguesa para a 20.ª edição dos Campeonatos do
Mundo de atletismo, na capital japonesa, onde foram recebidos na
embaixada portuguesa, com a presença do primeiro-ministro, Luís
Montenegro.O embaixador de Portugal no
Japão, Gilberto Jerónimo, foi o anfitrião da iniciativa, que contou
ainda com a presença dos ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo
Rangel, e da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.“É
uma grande honra ser recebido neste país pelo nosso primeiro-ministro”,
começou por dizer Domingos Castro, o primeiro medalhado português em
Campeonatos do Mundo, com a conquista da medalha de prata na prova dos
5.000 metros, em Roma1987, poucos dias depois de Rosa Mota se ter
sagrado campeã mundial na Maratona.Além
desta lembrança, o antigo fundista recordou ainda sua primeira viagem ao
Japão, onde, em 1991, foi quinto nos 5.000 dos Mundiais Tóquio1991,
assim como o patrocínio que teve de uma marca de material desportivo
japonesa, até ter assumido a liderança da FPA, no ano passado, após
praticamente 30 décadas de patrocínio.Domingos
Castro assumiu-se um “fã incondicional” de Montenegro, partilhando um
episódio recente, em que recorreu à ajuda do Governo.“No
principio de junho, os nossos diretor e vice-presidente financeiros
disseram-me que não tínhamos dinheiro para os Europeus de sub-23, para
os Europeus de sub-20 e para os Mundiais ao ar livre, em Tóquio, para os
Mundiais paralímpicos, na índia, e para os Virtus, na Austrália. Temos
40 mil euros e estes cinco campeonatos custam 987 mil euros. Eu ouvi e
disse: vou resolver. E resolvi, fruto da excelente relação que tenho com
as pessoas do atual Governo”, recordou.O
dirigente partilhou este episódio perante a delegação nacional presente
na receção, entre os quais cinco dos 32 atletas convocados, casos de
Lorene Bazolo, Jessica Inchude, Mariana Machado, Vitória Oliveira e
Solange Jesus.“Decidi contar esta
situação, em que fui apelar ao que estávamos a passar e foi resolvido,
aos nossos campeões, aos nossos treinadores e à nossa comitiva, para que
saibam, por vezes, das dificuldades pelas que passámos. Estou muito
grato ao seu executivo”, sublinhou, reconhecendo que a FPA tem sido
“bastante apoiada” e o Governo lhe tem proporcionado “excelentes
condições”.Apesar disso, Domingos Castro
recuperou a reivindicação de uma diferente distribuição das receitas
provenientes das apostas desportivas, que, atualmente, atribuem 37,5 %
do Imposto Especial para o Jogo Online (IEJO) para o setor.“Conte
connosco, também. Nós contamos consigo, com o seu executivo,
agradecemos-lhe a si e à embaixada, prometendo que vamos dar o nosso
melhor, porque os atletas, mais do que ninguém, querem alcançar um bom
resultado”, concluiu.Portugal apresenta
uma delegação recorde de 32 atletas para a 20.ª edição dos Mundiais ao
ar livre, a disputarem entre sábado e 21 de setembro, os primeiros sobre
a liderança de Domingos Castro, após ter ficado afastado dos pódios
pela quinta vez e com a pior pontuação de sempre em Budapeste2023.