Dois adeptos do Benfica acusados de desacatos nos Açores conhecem hoje sentença
24 de jan. de 2020, 10:23
— Lusa/AO Online
Os dois arguidos,
integrantes da claque ‘No Name Boys’, foram acusados pelo Ministério
Público (MP) de, “em coautoria material e concurso efetivo”, terem
cometido crimes de “ofensa à integridade física qualificada” e de
“resistência e coação sobre funcionário”.Segundo
a acusação, os factos ocorreram "na noite de 11 para 12 de janeiro",
altura em que os dois arguidos estavam em São Miguel, onde se deslocaram
para assistir ao jogo entre o Santa Clara e o Benfica.Os
dois homens integravam "um grupo de cerca de 40 membros" dos “‘No Name
Boys’, grupo organizado, não oficial, de apoio ao referido clube
[Benfica]”, refere o MP.Os alegados
desacatos começaram à porta de um estabelecimento de diversão noturna de
Ponta Delgada, "cerca das 06:00", altura em que vários adeptos da
claque de apoio ao Benfica saíram da discoteca “sem proceder ao
pagamento do que haviam consumido” e “forçando a passagem pelos
seguranças que se encontravam na porta da rua do estabelecimento em
causa”.O MP alega que os arguidos e os
demais elementos do grupo que integravam juntaram-se aos elementos da
claque que saíram do estabelecimento "sem pagar" e "arremessaram
garrafas de vidro em direção aos seguranças" e, com "cintos e bastões
metálicos", “desferiram pancadas", tendo o gerente da discoteca sido
"atingido com uma forte pancada na cara com uma garrafa em vidro", por
"um dos elementos do grupo".A acusação
sustenta ainda que "face à atuação dos arguidos e demais elementos do
grupo, foi solicitada a intervenção da PSP", mas ainda assim, "os
arguidos e outros elementos da claque - alguns não identificados -
prosseguiram com os desacatos, arremessando garrafas, pedras e paus às
forças policiais, as quais tiveram que efetuar diversos disparos para
repor a ordem e segurança públicas, tendo "uma das balas de borracha
ficado alojada na perna esquerda" de um dos arguidos.Durante
o julgamento, em novembro, os dois adeptos do Benfica negaram
implicações nos alegados desacatos e recusaram supostas agressões ou
incentivo à violência.