Doenças alérgicas podem afetar 40 a 50 por cento da população ocidental em 2025

17 de mai. de 2013, 18:58 — Lusa/AO Online

Os números foram avançados pelo presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia Clínica e Alergologia Pediátrica (SEICAP), Marcel Íbero, que indicou que atualmente aquelas doenças afetam 20 a 30 por cento da população daqueles países. O “ambiente assético” em que vivem as crianças, “sem germes, rodeados de higiene excessiva com tanta esterilização, vacinados contra tudo e sem risco de infeções, faz com que o seu sistema imunológico não ative o mecanismo de defesa”, explicou Íbero, citado pela agência noticiosa espanhola EFE. Os dados referidos aparecem num estudo divulgado recentemente na revista “Inmunity”, segundo o qual a exposição aos germes do meio ambiente por parte das crianças permite “um desenvolvimento normal do sistema imunitário”, o que contribui para “evitar alergias” e “proteger de infeções”. Marcel Íbero assinalou, no entanto, que o modo de vida ocidental pode contribuir para a existência de mais crianças alérgicas, mas também evita que “tenham difteria, tétano, poliomielite ou meningite” e que “morram de doenças infeciosas”. O presidente da SEICAP disse também que Espanha tem um “défice de alergologistas pediátricos”, embora no caso de cidades como Madrid, Barcelona ou Valência existam equipas “muito completas”. O SEICAP está a organizar o 37.º Congresso Nacional, que reúne em Ávila, até sábado, cerca de 450 especialistas.