Djokovic conquista 10.º título e iguala 22 ‘majors’ de Nadal
Open da Austrália
30 de jan. de 2023, 10:26
— Lusa/AO Online
Era um dia de
importância maior para os dois finalistas do ‘Happy Slam’. Ambos
procuravam subir à liderança do ranking ATP, mas, enquanto o helénico,
número do quatro do mundo, lutava pelo primeiro título da carreira no
Grand Slam, o tenista de Belgrado, quinto do mundo, jogava por dilatar o
recorde de vitórias nos Antípodas e igualar o registo do esquerdino de
Manacor. No final, levou a melhor o histórico Djokovic, por 6-3, 7-6
(7-4) e 7-6 (7-5), em duas horas e 56 minutos.No
final, e perante tal domínio, o jogador helénico felicitou o sérvio e
atirou: “Ele é o maior jogador de sempre com uma raquete na mão"."Novak,
não sei o que dizer. Creio que o que fazes fala por si mesmo. Admiro o
que fizeste por este desporto e que me fez melhor jogador. És um dos
maiores do nosso desporto", finalizou Tsitsipas.Por
seu turno, Djokovic, que se revelou extremamente emocionado após o
triunfo, falou na mais importante vitória da sua carreira.“Só
a minha família e equipa é que sabem o que tive de passar. É a maior
vitória da minha carreira, considerando as circunstâncias. No ano
passado, não pude jogar e voltei este ano, graças a todos os que me
fizeram sentir cómodo em Melbourne", disse o sérvio.Djokovic
enviou ainda uma mensagem para os jogadores de ténis de todo o mundo,
bem como para os gregos e sérvios, países representados nesta final.“Gostaria
de acabar o meu discurso dizendo algo sobre a Grécia e a Sérvia. Somos
países pequenos e não tinhamos grandes jogadores como referências. Esta é
uma mensagem para os jovens tenistas que vêm isto e que sonham em
grande, não deixem ninguém lhes tirar o sonho", sublinhou.Sem
perder em Melbourne Park desde 2019, o antigo número um mundial entrou
muito intenso e agressivo no encontro e, face a um adversário que
demorou algum tempo a entrar em jogo e a encontrar o seu melhor nível,
bastou um ‘break’ no quarto jogo para assumir o comando e fechar
favoravelmente o primeiro set, em apenas 36 minutos.Na
segunda partida, a tónica do desafio mudou e o duelo ficou mais
equilibrado, com Tsitsipas a conseguir devolver em melhores condições o
serviço do opositor, de 35 anos, e a elevar o número de ‘winners’ (13)
em relação aos registados na partida inicial (9).Ainda
assim, o grego desperdiçou um ‘set point’ com 5-4 no marcador e Novak
Djokovic, depois de levar a decisão ao ‘tie-break’, não perdeu a
oportunidade de encerrar a contenda assim que se viu em vantagem (6-4),
ao fim de uma hora e 10 minutos.Obrigado a
pressionar mais para tentar manter-se na discussão pelo troféu,
Tsitsipas conseguiu quebrar o adversário, pela primeira vez no encontro,
logo de entrada no terceiro set, mas o sérvio reagiu da melhor maneira,
fazendo de imediato o contra ‘break’ e restabelecendo a igualdade.O
desequilíbrio surgiu no ‘tie break’, quando Djokovic voltou a impor o
seu domínio, à imagem do sucedido ao longo de quase todo o embate, e
alcançou facilmente o 5-0, antes de confirmar o triunfo ao terceiro
‘match point’ que dispôs ao cabo de duas horas e 56 minutos na Rod Laver
Arena, onde disputou a 33.ª final do Grand Slam da carreira e ergueu o
troféu há 15 anos, pela primeira vez, nos Antípodas.Consumada
a vitória no Open da Austrália, Novak Djokovic, que contabilizou 36
‘winners’ contra 22 erros não forçados face aos 40 pontos ganhantes e 42
faltas não provocadas do opositor, vai reassumir na segunda-feira a
liderança do ténis mundial, enquanto Stefanos Tsitsipas subirá ao
terceiro lugar.