Dívida do Jornal da Madeira de 6,6 ME paga até 2024

1 de dez. de 2015, 10:38 — Lusa/AO Online

  Em duas resoluções distintas, o governo madeirense assume dois empréstimos em duas instituições bancárias: um, de 5 milhões de euros, junto do Banco Internacional do Funchal, e outro, de 1,6 milhões de euros, junto do Novo Banco. Com este valor o governo pretende honrar o "acordo de assunção, pela região, da dívida da Empresa Jornal da Madeira". Estes empréstimos são escalonados no tempo, sendo que o maior, de 5 milhões de euros, apenas terá a última prestação paga no ano de 2024. O governo regional diz mesmo que "a verba necessária para os anos económicos seguintes será inscrita na proposta de orçamento da Região Autónoma da Madeira no ano da sua exigibilidade". O executivo da madeira termina o mandato em 2019, o que significa que o próximo governo da região terá de honrar estes compromissos agora assumidos. O Governo da Madeira e a diocese do Funchal mantiveram uma parceria ao longo de mais de 30 anos neste jornal, detendo o executivo insular 99,98% do capital da sociedade e a Igreja o restante. O novo executivo madeirense, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, desencadeou, logo após a sua posse (20 de abril deste ano), um processo de reestruturação do matutino, cujo capital social é de 4,3 milhões de euros e custa cerca de três milhões de euros anuais ao Orçamento Regional, visando a sua privatização. Este processo passou pela dispensa de mais de duas dezenas dos 55 trabalhadores, tendo a diocese optado por cessar a sua participação na sociedade. Na sequência deste processo, a 01 de setembro surgiu nas bancas um novo matutino, o JM. O Governo Regional pretende assim privatizar a empresa, assumindo o passivo de 52 milhões de euros e investir 1,1 milhões de euros em 2016, tendo anunciado já existir um interessado no projeto.