Dívida das famílias, empresas e Estado cai para 277,9% do PIB em 2025
Hoje 12:14
— Lusa/AO Online
Segundo
os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), o endividamento
do setor não financeiro aumentou em termos nominais, em 28,9 mil milhões
de euros, mas o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi
superior, determinando uma redução em termos do peso na economia. Desta
forma, o endividamento do setor não financeiro em percentagem do PIB
diminuiu 6,2 pontos percentuais, para 277,9%, sendo que "o endividamento
do setor público reduziu-se de 124,1% para 121,1%, e o endividamento do
setor privado decresceu de 160,0% para 156,8% do PIB".O
endividamento da economia atingiu, assim, o valor mais baixo da série
estatística do banco central, que se iniciou no quarto trimestre de
2007.Já em termos nominais, a dívida deste
setor situava-se em 851,3 mil milhões de euros em 2025 e, deste total,
480,3 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas
privadas e particulares) e 371 mil milhões de euros ao setor público
(administrações públicas e empresas públicas).No
conjunto do ano de 2025, o endividamento do setor público subiu 11,7
mil milhões de euros, enquanto o endividamento das empresas privadas
cresceu 2,5% e o dos particulares 8,8%, em termos anuais.O
acréscimo no endividamento do setor público "verificou-se, sobretudo,
junto de entidades não residentes (9,0 mil milhões de euros), decorrente
do investimento destas entidades em títulos de dívida portuguesa (13,4
mil milhões de euros)".Por outro lado, o
crescimento do endividamento do setor privado deveu-se principalmente ao
aumento do endividamento dos particulares junto do setor financeiro
(12,5 mil milhões de euros), em grande parte por via do crédito à
habitação. O BdP adianta ainda que, no
final de 2025, o comércio, transportes, alojamento e restauração e as
indústrias, eletricidade, gás e água eram os setores de atividade
económica com maior peso no endividamento das empresas privadas,
correspondendo, em conjunto, a 54% do total.