Disponíveis para combate 67 meios aéreos, menos nove do que o previsto
Incêndios
18 de jun. de 2025, 17:18
— Lusa/AO Online
“À data, o dispositivo aéreo
da ANEPC conta com 69 aeronaves, das quais duas estão inoperativas por
motivos de manutenção”, refere a Proteção Civil, numa resposta enviada à
Lusa, após os autarcas de Grândola, Ourique e Moura se terem queixado
da falta de meios aéreos para combate aos incêndios rurais nestes
concelhos e apelado a uma solução urgente para dar resposta às
populações.A Diretiva Operacional Nacional
(DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios
Rurais (DECIR) prevê para o período de 01 a 30 de junho, denominado
'nível Charlie’, 76 meios aéreos.No entanto, apenas estão operacionais para o combate aos fogos 67.Segundo
a ANEPC, os helicópteros ligeiros inoperacionais para manutenção estão
sediados nos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Arcos de Valdez (Viana do
Castelo) e Santa Comba Dão (Viseu). Em Arcos de Valdevez existe um outro
helicóptero que está operacional.Na
resposta enviada à Lusa pela Proteção Civil apenas são mencionados os
locais onde existem meios aéreos, faltando referir quais as aeronaves em
falta. A Lusa questionou a Força Aérea
Portuguesa, entidade responsável pela contratação dos meios aéreos de
combate a incêndios rurais, sobre os motivos para a falta de aeronaves,
mas até ao momento não obteve resposta.No
início do mês de junho, quando entrou em vigou o 'nível Charlie’, fonte
do setor afirmou à Lusa que a falta de meios aéreos estava relacionada
com a documentação para poderem operar e falta de candidatos nos
concursos. A ANEPC indicou que tem
atualmente ao dispor 36 helicópteros ligeiros sediados nos CMA de Arcos
de Valdevez , Famalicão, Fafe, Chaves (2), Ribeira de Pena, Bragança,
Alfandega da Fé, Baltar, Vale de Cambra, Vila Real, Armamar, Águeda,
Viseu, Aguiar da Beira, Mêda, Guarda, Seia, Covilhã, Cernache, Lousã,
Pampilhosa da Serra, Pombal, Figueiró dos Vinhos, Alcaria, Castelo
branco, Proença-a-Nova, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Santarém, Lourinhã,
Montijo, Évora, Monchique, Cachopo e Loulé.Estão
também operacionais cinco helicópteros pesados localizados nos CMA de
Macedo de Cavaleiros, Braga, Pombal, Ferreira do Zêzere e São Brás de
Alportel e quatro helicópteros de reconhecimento, avaliação e
coordenação em Vila Real, Lousã, Ponte de Sor e Beja.Existem
também 18 aviões médios anfíbios em Mirandela (2), Vila Real (2), Viseu
(2), Cernache (2), Castelo Branco (2), Proença-a-Nova (2), Ponte de Sor
(2), Beja (2) e Portimão (2).Segundo a
Proteção Civil, estão ainda ativos dois aviões anfíbios pesados em
Castelo Branco e dois aviões de reconhecimento, avaliação e coordenação
sediados nos CMA de Viseu e Ponte de Sor.O DECIR vai ser reforçado a 01 de julho e para essa altura estão previstos 79 meios aéreos.