Discotecas pedem ao Governo que volte atrás e permita abertura no fim de ano
Covid-19
23 de dez. de 2021, 12:26
— Lusa/AO Online
Numa
mensagem áudio enviada à comunicação social, José Gouveia, da ADN,
destacou mais uma vez a incoerência da medida “contraditória” de
encerramento das discotecas, quando outros espaços com festas de
passagem de ano podem abrir, e considerou que o Governo “pode dar e deve
dar um passo atrás”, numa altura em que ainda não foi publicada a
resolução do Conselho de Ministros sobre as medidas de combate à
pandemia por ocasião do Natal e Ano Novo.“Aquilo
que nós estamos a pedir junto do Governo, e vamos continuar a pedir
junto do Governo, é que esta medida, já por todos considerada
contraditória, seja corrigida e que nos seja permitido abrir no dia 31
com encerramento imediato no dia 01 até novas medidas implementadas pelo
Governo, porque efetivamente faz toda a diferença para estas empresas,
tendo em conta que o Governo nunca conseguirá, porque nunca conseguiu
até à data, dar apoio a estas empresas, apoios proporcionais às quebras
de faturação. A abertura no dia 31 fará toda a diferença para a
manutenção das portas abertas dessas empresas. Poderá significar o parar
ou o continuar com o seu negócio”, afirmou.José
Gouveia destacou que os espaços de diversão noturna vão encerrar a
partir da noite de 24 para 25 de dezembro porque “são parte da solução”,
mas defende a criação “de locais seguros “para que as pessoas festejem a
entrada no Ano Novo, alertando para a possibilidade de ajuntamentos sem
controlo e “a criação de focos que podem ser de contágio com festas com
entre 30, 40, 50 pessoas ou mais por não haver a opção das discotecas”.Os
espaços de diversão noturna vão encerrar na noite de sexta-feira para
sábado e até 09 de janeiro por determinação do Governo, no âmbito de
medidas de combate à Covid-19.Em
contrapartida, segundo o Governo, outros estabelecimentos como hotéis e
restaurantes, podem manter-se abertos, nomeadamente para festas de
passagem de ano, exigindo-se que os utentes tenham um teste negativo à
covid-19, quando agora é apenas exigido um certificado de vacinação.O
Governo referiu que os bares, discotecas e espaços de diversão noturna
terão neste período de encerramento apoios no âmbito do ‘lay-off’
simplificado e do programa Apoiar, para ajudar a suportar os seus custos
fixos.Atualmente, os bares e discotecas -
que reabriram em outubro pela primeira vez desde o início da pandemia
de Covid-19 em Portugal, após 19 meses parados – são acessíveis apenas
com a apresentação de teste negativo (antigénio ou PCR) ou de
certificado de recuperação, mesmo para pessoas vacinadas contra o
SARS-CoV-2.Os clientes não têm de usar máscara nestes espaços, ao contrário dos trabalhadores, segundo a Direção-Geral da Saúde.