Diretor regional diz que Construir 2030 nos Açores foi elaborado atendendo às necessidades da região

Hoje 09:14 — Lusa/AO Online

Os quatro subsistemas de incentivo do programa (pequenos negócios, jovem investidor, base económica local e negócios estruturantes) receberam 1.406 candidaturas para um investimento global de 748,3 milhões de euros, estando 567 aprovadas e em execução, com um investimento total de 240 milhões de euros e um fundo aprovado de 110,3 milhões de euros.A medida pequenos negócios recebeu 1.065 candidaturas, negócios estruturantes 161, base económica local 144 e jovem investidor 36.Segundo Bruno Belo, as quatro submedidas do Construir 2030 “estão adaptadas àquilo que é a realidade económica dos Açores”.O responsável adiantou à agência Lusa que, no âmbito do programa de incentivos, foram criadas medidas direcionadas para pequenos estabelecimentos, para pequenos negócios, “para um leque enorme de atividades económicas”, e também vocacionadas para negócios estruturantes, relacionados com a transação de bens e serviços direcionados para a exportação, mas para a realidade económica regional, o importante são os pequenos negócios.“Nos pequenos negócios é possível, e está a acontecer, que os beneficiários possam fazer duas candidaturas para o mesmo estabelecimento, no mesmo montante de 75 mil euros de investimento elegível. Isto significa que mal terminem a primeira candidatura possam efetivamente submeter logo a segunda”, explicou.O diretor regional do Empreendedorismo e Competitividade dos Açores disse que esta possibilidade foi pensada com base num exemplo muito claro, que é o caso de um proprietário de um restaurante que pretende fazer primeiro uma melhoria da cozinha do estabelecimento e depois precisa de requalificar a sala de refeições.“No mesmo estabelecimento, em dois momentos, ele pode fazer uma parte e depois pode fazer a outra parte. Portanto, é importante que tenhamos também essa abertura e percebamos quais são as necessidades e não limitar apenas e só uma candidatura”, referiu.Bruno Belo relatou que antes do lançamento da medida direcionada para apoio aos pequenos negócios, foi feito na região um trabalho “muito aturado”, para “perceber quais eram efetivamente as necessidades dos empresários”.“Podemos lançar o melhor aviso de todos, mas se ele não for atrativo para os empresários, não faz sentido. Portanto, o que temos que fazer é perceber quais são as necessidades […] para que ele seja eficiente, para que vá colmatar necessidades”, alertou.O dirigente referiu, ainda, que na preparação das medidas disponibilizadas aos empresários dos Açores foi também tido em conta o objetivo de ajudar a potenciar “aquilo que cada ilha pode e quer fazer” em termos de negócios.A intenção do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) foi deixar que o mercado dissesse quais eram as suas necessidades e que, através do sistema de incentivos, essas mesmas necessidades pudessem ser colmatadas.“E este, para nós, é que é o grande salto positivo. É criar uma rede económica que gere valor aos investidores que fizeram os investimentos”, salientou.