Diretor regional da Mobilidade diz que não há rutura de bens na ilha das Flores
17 de jan. de 2023, 19:04
— Lusa
“O
porto das Flores, depois do [furacão] Lorenzo, ficou um pouco mais
fragilizado, mas continua a haver operação, não às vezes no dia em que é
previsto, mas logo na semana seguinte ou no dia seguinte em que seja
possível é reposta a normalidade”, afirmou o diretor regional da
Mobilidade, Rui Coutinho, em declarações à agência Lusa.O
BE/Açores alertou para dificuldades de abastecimento marítimo à
ilha das Flores, decorrentes dos estragos provocados pelo mau tempo, em
dezembro, no porto das Lajes, o único porto comercial da ilha, que
foi destruído pelo furacão Lorenzo, em 2019."O
navio que assegura o abastecimento de mercadorias à ilha das Flores não
tem conseguido acostar, o que tem provocado insatisfação e desespero
nos comerciantes da ilha das Flores", com "consequências económicas e
sociais para a comunidade", refere o Bloco num requerimento enviado hoje
ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).Questionado pela Lusa, o diretor regional da Mobilidade disse que os constrangimentos “sempre existiram quando o mar está mau”.“É
certo que aquele molhe está mais fragilizado, fruto do furacão Lorenzo,
mas sempre que é possível opera lá o navio”, salientou.Rui
Coutinho disse o executivo açoriano “tem feito tudo por tudo para
garantir que a ilha é abastecida na sua plenitude”, recorrendo ao navio
“Thor”, contratado para abastecer a ilha do Corvo, e a navios de maior
dimensão.Na quarta-feira, está prevista
uma operação do navio “Monte Brasil”, da Transinsular, que, segundo o
diretor regional, deverá conseguir acostar, “porque o tempo está bom”.“Tem
sido possível fazer chegar lá os bens mais perecíveis (legumes,
congelados) e na semana seguinte tem operado o navio que não conseguiu
operar na semana anterior”, sublinhou.No
requerimento, os deputados do BE/Açores perguntam se está "prevista
alguma intervenção provisória no que resta do antigo molhe que servia de
proteção ao interior do porto".Questionado
pela Lusa, Rui Coutinho disse que o executivo açoriano já solicitou à
Portos dos Açores, empresa que gere os portos da região, que encontre,
junto com os projetistas responsáveis pela obra, “uma solução de
emergência para tapar uma zona que fazia alguma proteção”, mas ainda não
obteve resposta.Quanto à hipótese
levantada pelo BE de o Governo Regional “fretar um navio, com as
características necessárias à situação atual desta infraestrutura, para o
abastecimento da ilha das Flores”, o diretor regional da Mobilidade
alegou que não se coloca neste momento.“Para
já não é solução, porque nós temos conseguido abastecer durante o
inverno a ilha das Flores. Se não é logo no dia, é dois dias depois ou
na semana seguinte. Não tem havido rutura na ilha”, justificou.A
passagem da depressão 'Efrain', em dezembro do ano passado, provocou
nos Açores dezenas de ocorrências, nomeadamente no porto das Lajes das
Flores, cujo molhe já tinha ficado destruído na sequência da passagem do
furacão Lorenzo, em 2019.Em 21 de outubro
de 2022, a operacionalidade do porto das Lajes das Flores foi reposta
com a primeira atracação do navio ‘Monte da Guia’ na nova ponte-cais,
entretanto construída.O projeto do porto
para repor "definitivamente" a capacidade portuária da infraestrutura
das Lajes das Flores tem previsão de lançamento de procedimento
concursal no primeiro trimestre deste ano e a obra deverá ficar
concluída até final de 2028.