Diretor nacional PSP e ministra no parlamento para explicar operação no Martim Moniz
16 de jul. de 2025, 11:48
— Lusa/AO Online
Estas
audições com o superintendente-chefe Luís Miguel Ribeiro Carrilho e
Maria Lúcia Amaral tiveram apenas o voto contra do Chega, mas ainda não
têm data marcada.Na altura em que ocorreu
esta operação policial, a 19 de dezembro passado, a ministra Maria
Lúcia Amaral desempenhava as funções de Provedora de Justiça, entidade
que apontou “falhas” na atuação policial.Na
apresentação do requerimento, a deputada socialista Isabel Moreira
salientou precisamente as falhas então referidas pela Provedoria de
Justiça nessa operação, designadamente em relação “à forma intrusiva e
prolongada” como foram efetuadas as revistas”, para mais “com
acompanhamento da comunicação social, o que mediatizou a operação”.Isabel
Moreira advogou também que a forma como decorreu a operação de 19 de
dezembro passado, em nome do combate à imigração ilegal, combate à
criminalidade e ao tráfico de droga, poderá ter “violado princípios
estruturantes do Estado de Direito”.O
vice-presidente da bancada do PSD António Rodrigues discordou da análise
antes apresentada pela socialista Isabel Moreira, mas adiantou que os
sociais-democratas iriam viabilizar as duas audições.António
Rodrigues assinalou que este tema já foi discutido em Comissão de
Assuntos Constitucionais e fez uma alusão ao teor do relatório da
Inspeção Geral da Administração Interna (IGAE), segundo o qual “não
houve qualquer atropelo às normas” inerentes a uma operação policial.Perante
esta posição do PSD, o deputado do Chega Nuno Gabriel manifestou-se
surpreendido com os sociais-democratas e falou mesmo em “hipocrisia”,
contrapondo que “já se concluiu que a operação” na rua de Benformoso
“teve a proporcionalidade adequada”.Logo a
seguir, o deputado do CDS João Almeida considerou “da maior utilidade”
as audições com o diretor nacional da PSP e com a ministra da
Administração Interna.“Ficou óbvio para a
generalidade das pessoas a importância dessa operação policial, mas o PS
parece que ainda não percebeu”, acrescentou.