Diretor nacional da PSP diz que homicídios na Grande Lisboa são "casos isolados"

1 de ago. de 2025, 17:09 — Lusa/AO Online

“Quando se diz que Portugal é um país seguro, não significa que haja crime zero”, afirmou à agência Lusa Luís Carrilho, à margem das comemorações dos 150 anos do Comando Distrital de Évora da PSP, na cidade alentejana.O responsável foi questionado sobre os casos do corpo de um homem que foi encontrado decapitado no centro de Lisboa e da morte de um outro na sequência de uma rixa no concelho de Sintra, ocorridos esta semana.Segundo o diretor nacional da PSP, “são nitidamente casos isolados, tanto um como o outro”.“Infelizmente, há outros casos isolados”, sublinhou.Luís Carrilho defendeu que, no geral, “o espaço público em Portugal é seguro”, apontando que uma das razões para que um grande número de turistas visite o país e outros o escolham para viver “é a segurança”.“Mas, quando se vive em liberdade, com os direitos potenciados, havendo mais do que uma pessoa, há situações de conflito e, nessas situações de conflito, por vezes, não é possível evitar que se cometam crimes”, referiu.A PSP, acrescentou o diretor nacional da Polícia, “tem uma atitude de prevenção”, nas mais diversas áreas, mas, “quando não é possível prevenir, reprime, identifica os autores dos crimes e leva-os à justiça”.O corpo de um homem, de 34 anos, foi encontrado decapitado na madrugada de quarta-feira nas traseiras do Coliseu de Lisboa, tendo o suspeito, um homem de 29 anos, sido detido pela Polícia Judiciária (PJ), após se apresentar numa unidade hospitalar.Na madrugada de quinta-feira, em Belas, no concelho de Sintra, um homem, de 50 anos, morreu esfaqueado por outro, de 38, que foi detido, no mesmo dia, também pela PJ.