Diretor da OMS diz que falta de profissionais de saúde é comum no espaço europeu
Hoje 11:08
— Lusa/AO Online
“Eu
diria que é um dos dois maiores problemas que todos os 50 países
enfrentam. É um pouco paradoxal, porque em números absolutos a região
nunca teve tantos médicos e enfermeiras, mas é por causa da demografia,
ou seja, a população a envelhecer”, afirmou o responsável à margem da
conferência “Futuro da Saúde na Europa”, que decorreu no Porto.Segundo
Hans Kluge, em 2050, na Europa “uma em cada três pessoas terá 60 anos
ou mais”, defendendo, por isso ser “muito importante apreciar, valorizar
os médicos e as enfermeiras”, lamentando que, “no início da pandemia,
todas as pessoas que vieram à rua aplaudiam e agora tudo isso está um
pouco esquecido”.O responsável defendeu
também que manter os trabalhadores de saúde “não tem sempre de custar
dinheiro, pode ser, por exemplo, dar condições de trabalho, ter horários
flexíveis, se forem mulheres, médicas ou enfermeiras, que seus filhos
estejam a ser bem cuidados e também há o problema da saúde mental”. “Temos um problema com a saúde mental nos serviços de saúde em toda a região europeia, porque há muita pressão”, sublinhou.Kluge
apontou também a introdução da Inteligência Artificial no setor “não
para substituir médicos e enfermeiras, mas, por exemplo, para reduzir os
trabalhos administrativos que muitos trabalhadores de saúde têm, para
que possam fazer o que fazem melhor, expressar a empatia, olhar para o
paciente”.