Direção Regional da Saúde suspende uso de vacinas da AstraZeneca

Covid-19

15 de mar. de 2021, 21:46 — Susete Rodrigues/AO Online/Lusa

De acordo com nota da Direção Regional da Saúde, “considerando a determinação conjunta do Infarmed, Direção-Geral da Saúde e Task Force para a vacinação contra a Covid-19 da suspensão temporária da administração da vacina da AstraZeneca em Portugal, esta determinação também foi assumida pela DRS para o processo de vacinação em curso na Região Autónoma dos Açores”. A nota diz ainda que esta suspensão deve-se ao “princípio da precaução em saúde pública”, enquanto a segurança desta vacina é reavaliada pela Agência Europeia do Medicamento. A DRS assegura que “até ao momento, ainda não foi notificada qualquer intercorrência após a administração desta vacina nos Açores”. A Direção Regional de Saúde deixa apela à tranquilidade daqueles que já foram vacinados com estas vacinas e esclarece que “aos que já foram administradas a primeira dose desta vacina só terão de levar a segunda dose daqui a cerca de três meses, pelo que, até novas informações, o processo de vacinação destas pessoas ainda não poderá ser posto em causa”. Por parte do diretor regional da Saúde, Berto Cabral, adiantou à Lusa, que a região tem ainda cerca de 4.000 doses dessa vacina.“Vamos alinhar com aquilo que são as orientações e o que ficou determinado pela DGS, pelo Infarmed e pela ‘task force’ da suspensão temporária, até ser feita a reavaliação da segurança das vacinas da AstraZeneca”, afirmou.O diretor regional da Saúde explicou que, das 8.500 doses desta vacina que chegaram ao arquipélago no dia 03 de março, há ainda cerca de 4.000 doses por administrar.“Não se trata de doses perdidas, porque, no fundo, não é uma retirada destas vacinas do circuito, é uma suspensão para reavaliação”, garante o responsável, acrescentando que estas “têm um período de conservação muito grande”.Berto Cabral esclarece que as cerca de 4.000 doses que aguardam pelo parecer da Agência Europeia do Medicamento se destinavam a “profissionais de saúde do privado, às forças de segurança” e a “doentes entre 50 e 65 anos” com “insuficiência cardíaca, doença coronária e insuficiência respiratória”.