Diocese do Porto reafirma "tolerância zero" com crimes sexuais em contexto escolar
Hoje 15:33
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o
Secretariado de EMRC da diocese salienta que “condena totalmente
qualquer crime” daquela natureza e “disponibiliza-se, de imediato, para
colaborar com as autoridades competentes em todas as diligências
processuais de natureza disciplinar e penal”.No
sábado, a Polícia Judiciaria (PJ) anunciou a detenção de um professor
de EMRC, de 45 anos, suspeito da prática de crimes de abuso sexual de
menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de
pornografia de menores.Segundo a PJ, os
crimes terão ocorrido no ano letivo de 2024/2025 e envolveram três
crianças, sendo que, segundo avançou o jornal Público, ao suspeito foi
aplicada a prisão preventiva como medida de coação.“O
Secretariado de EMRC da Diocese do Porto sublinha que a proteção de
crianças, jovens e adultos vulneráveis constitui uma prioridade
absoluta, sendo dever de todos contribuir para o cuidado das vítimas e
para a prevenção de futuras situações de abuso”, aponta o texto.Pelo que, lê-se, a diocese reafirma “tolerância zero diante de qualquer caso de abuso em contexto escolar”.No
texto, aquele secretariado salienta que a “primeira preocupação
dirige-se às vítimas, às suas famílias e às comunidades educativas
afetadas”, e reitera o “compromisso incondicional com a proteção das
crianças, jovens e adultos vulneráveis, bem como com a criação de
ambientes educativos seguros e promotores da dignidade de cada pessoa”.“Por
isso, manifestamos para com eles a nossa mais profunda solidariedade,
repudiando liminarmente a conduta e as circunstâncias em que tais
práticas terão ocorrido”, salienta.A
Diocese do Porto explica ainda os “docentes de EMRC estão sujeitos a
exigentes critérios legais e profissionais de recrutamento, avaliação e
acompanhamento da parte da tutela educativa, acrescidos de critérios
eclesiais e de formação específica, nomeadamente académicos, pedagógicos
e humanos, assim, como formações permanentes regulares”.Mas,
reconhece, “apesar deste especial cuidado (…), é de lamentar e repudiar
a possibilidade de se verificarem comportamentos individuais
incompatíveis com os valores e as responsabilidades da função docente”.A
investigação seguiu-se a uma denúncia efetuada por um agrupamento
escolar, na sequência de um processo disciplinar instaurado a um
docente, após conhecimento da existência de um vídeo em que o suspeito
se encontrava em práticas sexuais explícitas com um jovem.Na
investigação, apurou-se que o suspeito “aliciou os alunos à prática de
atos sexuais consigo, bem como, ao envio de imagens de teor
pornográfico, a troco de pagamentos em dinheiro”.