Diocese de Angra diz que "partiu para o Pai, o Pastor incansável, homem de fé simples e coração aberto"

Óbito/Papa

21 de abr. de 2025, 12:25 — AO Online

Em nota de imprensa enviada às redações, o bispo D. Armando Esteve Domingues, diz que "partiu para o Pai, o Pastor incansável, homem de fé simples e coração aberto que dedicou a sua vida à construção de uma igreja mais próxima dos pobres, dos marginalizados e dos que sofrem", acrescentando que "a sua voz e os seus gestos foram, até ao fim, um clamor pela paz, pela justiça social e pelo cuidado com a criação".O bispo dos Açores refere também "as periferias existenciais estiveram sempre no centro da sua atenção e de todos os documentos do seu pontificado desde a encíclia Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho) até à última carta Dilexit nos (Amou-nos), que nos convida a recuperar o que é mais importante e necessário, num mundo que sobrevive entre  guerras, desequilíbrios socioeconómicos, consumismo e o uso anti-humano da tecnologia, que é o coração".A diocese de Angra destaca a simplicidade que o Papa Francisco "nos ensinou todos os dias e que é a simplicidade de uma igreja sinodal que quer escutar, ouvir mais do que dizer ou impor. Corria-lhe nas veias a novidade do concílio Vaticano II, embora tendo sido o primeiro Papa que não participou presencialmente". Por isso, sonhava esta "igreja toda, Povo de Deus, todos discípulos de Cristo, todos com palavra, e todos missionários e evangelizadores. O diálogo inter-religioso e o diálogo ecuménico estiveram sempre no horizonte do Papa, nomeadamente na encíclica Fratelli Tutti (Todos Irmãos) ou nos sucessivos encontros que teve com líderes de outras religiões".A diocese de Angra convida todos os fiéis dos Açores a "oferecerem orações pela sua alma, pedindo ao Senhor da vida que o acolha no Seu Reino de paz e luz".Saliente-se que esta segunda-feira, pelas 19h00, na Sé de Angra, decorrerá uma missa de sufrágio.