Dinamarca e Itália pedem mais controlo face à guerra no Médio Oriente
Migrações
Hoje 18:12
— Lusa/AO Online
“Não
podemos arriscar uma repetição dos fluxos de refugiados e migrantes
para a União Europeia [UE] que vivemos em 2015-2016”, declararam Mette
Frederiksen e Giorgia Meloni numa carta conjunta dirigida ao Conselho
Europeu a 18 de março e hoje divulgada.Centenas
de milhares de refugiados sírios que fugiam da guerra chegaram à Europa
durante a crise migratória de 2015, tendo sido registados nessa altura
1,3 milhões de requerentes de asilo.“Isto
não só constituiria uma catástrofe humanitária para os diretamente
afetados, como também colocaria em risco a segurança e a coesão da nossa
União”, acrescentaram.As duas chefes de
governo, que reduziram drasticamente a imigração para os seus respetivos
países, apelaram à Comissão Europeia para que adote um pacote de ajuda
humanitária de 458 milhões de euros, em parte para conter o fluxo de
pessoas para a UE.“Devemos prestar
imediatamente apoio suficiente aos nossos parceiros e aos países de
origem no Médio Oriente, porque os refugiados e migrantes devem, em
princípio, ser ajudados onde se encontram”, defenderam.“Podemos ajudar mais pessoas, de forma mais eficaz, prestando apoio diretamente às suas regiões de origem”, escreveram.Caso
os movimentos migratórios não possam ser travados, “devemos estar
preparados”, consideraram Frederiksen e Meloni, referindo que isso
“significa ter um maior controlo das fronteiras”.Mette
Frederiksen, Giorgia Meloni e o primeiro-ministro neerlandês, Rob
Jetten, realizaram uma reunião informal com vários países da UE —
Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Alemanha, Grécia, Polónia, Letónia,
Malta, Eslováquia, República Checa, Suécia e Hungria — e com a Comissão
Europeia para discutir “formas inovadoras” de limitar a imigração para a
Europa em função da guerra no Médio Oriente, informou o gabinete de
Meloni.No início deste mês, o chanceler
alemão, Friedrich Merz, alertou para a possibilidade de um colapso do
Irão, país envolvido num conflito com os Estados Unidos e Israel desde
28 de fevereiro, poder desencadear uma onda migratória descontrolada.