Dilma Rousseff defende "coesão política" de emergentes na próxima cimeira do G-20

18 de out. de 2011, 13:58 — Lusa/AO online

"Nesta Cúpula do G-20, em novembro, precisamos transmitir uma forte mensagem de coesão política e de coordenação macroeconómica", defendeu a líder brasileira em discurso durante o V Fórum IBAS. Ao comentar a crise internacional, Dilma Rousseff ressaltou a necessidade de um acordo "credível" entre os países europeus e voltou a apontar que "medidas recessivas nunca tiraram nenhum país da crise e do desemprego". "Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social, em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos", defendeu. Entre as medidas necessárias para reverter o quadro recessivo da economia mundial, Dilma Rousseff defendeu o fim de políticas monetárias "que provocam uma verdadeira guerra cambial e estimulam o protecionismo". A política mencionou ainda a necessidade de se regularizar o sistema financeiro e de se encontrar uma solução para o problema da dívida soberana. Na sequência, a Presidente ressaltou o bem sucedido "modelo brasileiro", no qual o programa de distribuição de rendimentos contribuiu para melhorar o poder aquisitivo da população mais pobre e, com isso, fortalecer o mercado interno. Ao enfatizar a importância das economias indiana, brasileira e sul-africana, Dilma Rousseff também reforçou o interesse destas nações em ampliar o seu poder em organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. "Esse legado deve se refletir no processo de reforma em curso no Fundo Monetário e no Banco Mundial, conferindo aos países emergentes um poder de voto equivalente a seu peso crescente na economia mundial", acrescentou. A líder brasileira viaja ainda hoje para Maputo, Moçambique, onde inicia uma visita bilateral.