DGS recusa “catástrofe” no GP do Algarve, mas apela ao civismo
Covid-19
26 de out. de 2020, 17:17
— Lusa/AO Online
"Houve coisas que correram bem e outras menos
bem. E ambas foram visíveis", começou por dizer a diretora-geral da
Saúde, Graça Freitas, quando questionada sobre o eventual incumprimento
das regras de distanciamento nas bancadas do autódromo do Algarve, que
este fim de semana recebeu o GP de Portugal.Na
conferência de imprensa regular de atualização dos números da covid-19
em Portugal, Graça Freitas recordou que a DGS faz "recomendações" e,
depois, confia "na fiscalização e na organização" dos eventos, sendo
que, no caso do GP de Portugal, houve "alguma discrepância entre as
recomendações e a capacidade de organizar todas as bancadas e
fiscalizar"."Observei, de vários ângulos e
diferentes formas, a distribuição do público nas bancadas e, na sua
maioria, o público estava com a distância necessária e usava máscara. No
entanto, são lições aprendidas para o futuro. Se calhar, nos próximos
tempos, para controlar os imponderáveis, teremos de ter menos gente nos
eventos", afirmou.De resto, considerou que
existe uma "corresponsabilidade" de várias partes para o bom
funcionamento dos eventos, a começar pelos próprios cidadãos."Nós
é que temos de ter cuidado em manter a distância. Se um banco tem lá um
autocolante a dizer 'não se sente aqui', era bom que não se sentassem
ali. Há, aqui, uma corresponsabilidade. Nossa, enquanto cidadãos, alguma
da organização [do evento] e também da DGS. De qualquer forma, não me
parece que a situação tenha sido catastrófica. Não penso que dali vá
surgir algum acontecimento muito dramático", vincou.Por
outro lado, a diretora-geral da Saúde referiu que "desde o início desta
epidemia, o Algarve tem sido uma região muito pouco afetada" e
salientou que o autódromo de Portimão tem condições de segurança e de
acesso "que impedem encontros grandes entre pessoas".