DGS reconhece que falta de dados impede panorama completo das cesarianas
Hoje 10:19
— Lusa/AO Online
Rita Sá Machado, que foi ouvida na comissão parlamentar de saúde sobre o aumento das
taxas de cesarianas, que em 2025 bateram o recorde no Serviço Nacional
de Saúde (SNS) e chegaram quase aos 33% do total de partos no setor
público, disse que a maior parte dos dados que a Direção-Geral da Saúde
(DGS) tem provêm de “recolha manual”.“Não
existe em todas instituições, no SNS ou no privado, um registo clínico
organizado para esta área que, de forma automatizada, envie informação”,
disse a responsável.Os dados de 2025
indicam que o SNS bateu um recorde de cesarianas (mais de 22 mil, +5%),
com os hospitais das regiões Norte e Alentejo a registarem os piores
resultados do país. Estes valores agravam para 33,2% o peso das
cesarianas no total de partos no serviço público.Ouvida
sobre esta matéria, Rita Sá Machado considerou importante reforçar a
qualidade dos dados e a monitorização nesta área, apontando a criação de
um registo adaptado aos cuidados obstétricos e a digitalização do
boletim de saúde da grávida.