DGS publica nova norma para diagnóstico e tratamento da hipertensão em adultos
6 de mar. de 2026, 12:28
— Lusa/AO Online
A norma reforça critérios de diagnóstico, classificação da
pressão arterial e estratégias de tratamento para a população adulta,
excluindo grávidas e casos de hipertensão secundária.No
documento é definido “o rastreio e diagnóstico através da medição da
pressão arterial em contexto clínico, complementada por auto-medição
domiciliária ou monitorização ambulatória, bem como a classificação da
pressão arterial e identificação de emergências”. Inclui
ainda a avaliação inicial com estratificação do risco cardiovascular
global, pesquisa de lesão de órgão-alvo e causas secundárias quando
indicado, integrando tratamento baseado em estilos de vida, terapêutica
farmacológica, seguimento e referenciação adequada, refere a DGS.A
norma recomenda que a avaliação da pressão arterial seja realizada em
situações oportunas, pelo menos a cada 3 anos em adultos com menos de 40
anos e anualmente em pessoas com 40 ou mais anos.Recomenda ainda uma abordagem multidisciplinar para orientação de pessoas com pressão arterial elevada e hipertensão. Segundo a DGS, “esta estratégia permite uma visão mais abrangente e controlo mais efetivo” da hipertensão na população.A
norma foi elaborada por proposta conjunta do Departamento da Qualidade
na Saúde e do Programa Nacional para as Doenças Cerebrocardiovasculares.
Na Europa estima-se que a hipertensão
arterial afete entre 35% e 40% da população, e em Portugal a prevalência
desta doença é estimada em 42,6% na população adulta.Dos
doentes com hipertensão arterial, menos de metade estão medicados com
fármacos anti-hipertensores e só 11,2% estão controlados, segundo dados
publicados no portal SNS 24.A pressão
arterial excessiva acaba por danificar precocemente os vasos sanguíneos e
os principais órgãos do organismo, como o cérebro, os rins e o coração,
podendo provocar sintomas como dores de cabeça tonturas, zumbidos,
aumento dos batimentos cardíacos, dor no peito e falta de ar.