DGS confirma que realização do Sporting-Gil Vicente está em análise
Covid-19
17 de set. de 2020, 11:48
— Lusa/AO Online
"O Gil Vicente e do Sporting
estão a fazer tudo para ver se há condições para que o jogo se realize.
Se acontecer, será sempre um adiamento do jogo e nunca a paragem da I
Liga. Os restantes jogos realizar-se-ão. É um tema complexo, dado o
número elevado de infeções nas duas equipas", afirmou a diretora-geral
da Saúde, Graça Freitas.Na conferência de
imprensa regular de atualização dos números da covid-19 em Portugal,
Graça Freitas lembrou que, "depois de o plano de retoma da época
passada" ter sido delineado por DGS, Federação Portuguesa de Futebol
(FPF), Liga de clubes e clubes", atualmente "as condições [para
realização dos jogos] são avaliadas" pelas autoridades de saúde locais."Agora
que evoluímos para outro patamar, com atividade desportiva mais
alargada, as condições são avaliadas pela autoridade de saúde local. No
entanto, quando existirem dúvidas, a autoridade local de saúde pode
sempre reunir com a autoridade regional e a regional poderá reunir com a
nacional", referiu a responsável pela DGS.Ainda
sobre os potenciais contágios dentro das equipas, Graça Freitas
desenvolveu a explicação: "Estamos a falar de surtos. Dentro de uma
equipa, que inclui equipa técnica, jogadores e pessoal, vamos ter
pessoas divididas em vários grupos: os infetados, que não poderão jogar;
outros que estão em isolamento profilático, porque foram contactos de
alto risco; e o restante 'staff', que não foi contacto ou contacto de
alto risco, continua a fazer a sua vida normal."Face
a uma eventual redução de 14 para 10 dias do período de quarentena a
que os elementos das equipas têm de estar sujeitos, como acontece em
França e como sugeriu a Liga de clubes, Graça Freitas respondeu de forma
abrangente, sem nunca particularizar o futebol."Os
10 dias [de isolamento] são mais ou menos consensuais para as pessoas
que foram positivas. Nesse periodo, é mais fácil seguirmos o percurso de
alguém que testou positivo, do que o de uma pessoa que apenas é
contacto com um positivo, que pode estar assintomática e que pode dar
positivo ou negativo. Mesmo os franceses encurtaram esse periodo para
sete dias em relação aos doentes. Já nos contactos dos doentes, testam
ao sétimo dia, mas, se for negativo, só libertam a pessoa do isolamento
ao 10.º dia", explicou.Desta forma, a "DGS
e os seus peritos de infecciologia estão a observar os dias que passam
entre o eventual contágio e o fim, para perceber se é possível encurtar o
periodo de quarentena", disse Graça Freitas, deixando uma certeza: "São
decisões complexas e temos de tomá-las em segurança."