DGS alerta para risco de afogamentos e divulga guia com recomendações
Hoje 16:32
— Lusa/AO Online
A
DGS sublinha ainda que “o calor, a fadiga e a desidratação podem
diminuir a perceção do risco e favorecer comportamentos menos seguros em
meio aquático”.Segundo a Organização
Mundial da Saúde, o afogamento é uma das principais causas de morte em
crianças, adolescentes e jovens adultos, estando entre as dez principais
causas de morte entre os 5 e os 24 anos.No
guia agora divulgado, a DGS identifica os grupos mais vulneráveis,
entre os quais crianças pequenas, especialmente entre 1 e 4 anos,
crianças e jovens com reduzidas competências de natação, adolescentes e
jovens adultos que adotam comportamentos de risco, como saltar para a
água em locais perigosos ou tentar atravessar grandes distâncias a nado
sem preparação.As pessoas com 50 ou mais
anos, doentes crónicos e pessoas sob o efeito de álcool ou de
substâncias psicoativas também estão entre os grupos mais vulneráveis.A
autoridade de saúde alerta também para fatores que aumentam o risco de
afogamento, como o estado adverso do mar, correntes, profundidade
desconhecida, locais sem vigilância, acesso fácil e sem barreiras a
rios, lagoas, barragens, piscinas ou poços. Entre
as principais recomendações dirigidas à população está a frequência de
praias e zonas balneares vigiadas, o respeito pela sinalização e pelas
indicações dos nadadores-salvadores, a entrada gradual na água,
sobretudo após exposição prolongada ao calor, e a verificação da
profundidade e da existência de obstáculos antes de qualquer mergulho.A
DGS aconselha ainda a evitar nadar sozinho ou em locais isolados, a não
consumir bebidas alcoólicas ou substâncias psicoativas antes ou durante
atividades aquáticas, a utilizar colete de salvação nas atividades
náuticas e a manter uma hidratação adequada, privilegiando também a
permanência em locais de sombra.Relativamente
às crianças até aos 4 anos, o guia reforça que devem permanecer sempre
sob supervisão direta e permanente de um adulto, "à distância de um
braço". Sublinha que a vigilância nunca
deve ser delegada noutras crianças e os adultos responsáveis devem
evitar distrações, como a utilização do telemóvel ou o consumo de
álcool. A DGS recomenda igualmente impedir o acesso não supervisionado a
piscinas, tanques e poços.Para os jovens
entre os 15 e os 24 anos, a autoridade de saúde aconselha a evitar
mergulhos em locais desconhecidos, não sobrestimar as capacidades
físicas e de natação e respeitar sempre a sinalização de segurança. Já
para pessoas com 50 ou mais anos e doentes crónicos, é recomendado
beber água ao longo do dia, evitar atividades aquáticas após exposição
prolongada ao calor, entrar gradualmente na água e não nadar sozinho.No
que diz respeito aos mergulhos, a DGS recorda que nunca se deve
mergulhar de cabeça em locais desconhecidos sem confirmar previamente a
profundidade da água e a inexistência de rochas ou outros obstáculos
submersos.O guia chama ainda a atenção para o facto de o afogamento ser, na maioria das situações, um processo rápido e silencioso. A
pessoa em dificuldade pode não conseguir pedir ajuda, apresentando
sinais como dificuldade em manter-se à superfície, movimentos
descoordenados, cabeça inclinada para trás com a boca ao nível da água,
olhar fixo ou desorientado, ausência de resposta e desaparecimento
súbito debaixo de água.Perante uma
situação de afogamento, a DGS recomenda manter a calma, alertar
imediatamente um nadador-salvador, quando exista, e contactar o 112. Segundo
dados da Autoridade Marítima Nacional, 17 pessoas morreram nas praias,
entre 01 de maio e 31 de julho, período em que ocorreram 868 salvamentos
e 1.606 ações de primeiros-socorros.