DGS alarga vacina da AstraZeneca acima dos 65 anos
Covid-19
10 de mar. de 2021, 12:48
— Lusa/AO Online
Na norma
relativa à vacina da AstraZeneca atualizada, esta quarta-feira, de forma a permitir a
sua utilização sem reservas a partir dos 18 anos, a DGS sublinha que tal
decisão se deve à segurança, qualidade e eficácia comprovadas."Esta
decisão tem suporte na divulgação de dados conhecidos nos últimos dias,
que indicam que a vacina da AstraZeneca é eficaz em pessoas com mais de
65 anos", escreve a DGS.Na informação
divulgada, a DGS diz que os novos estudos conhecidos mostraram,
“com base em metodologias científicas robustas, que a vacina da
AstraZeneca é eficaz em indivíduos com 70 ou mais anos, quer na
prevenção da Covid-19, quer na redução das hospitalizações por esta
doença, reforçando os dados iniciais de que esta vacina é capaz de
produzir anticorpos eficazes no combate à infeção por SARS-CoV-2, mesmo
em pessoas mais velhas”.Esta decisão foi
tomada após análise destes novos dados pela Comissão Técnica de
Vacinação contra a Covid-19 da DGS e do parecer do Infarmed.Na
norma relativa à vacina da AstraZeneca publicada em fevereiro, a DGS
informava que o esquema recomendado é de duas doses, com
intervalo de 12 semanas, e lembrava que, se após a 1.ª dose for
confirmada infeção por SARS-CoV-2, "não deve ser administrada a 2.ª
dose".Se foi administrada a 1.ª dose a uma
pessoa que tenha estado infetada por SARS-CoV2 não deve ser
administrada a 2.ª dose, dizia ainda a DGS.Sobre
a gravidez e amamentação, a norma da DGS refere que "não existem dados
sobre a administração desta vacina durante a gravidez" e que estudos
feitos em animais "não indicaram efeitos negativos no feto ou na
grávida"."Se os benefícios esperados
ultrapassarem os potenciais riscos para a mulher, a vacina poderá ser
considerada, por prescrição do médico assistente. Não é necessário
evitar a gravidez após a vacinação".A DGS
lembrava ainda que se desconhece se a vacina é excretada no leite
humano, frisando que, "por ser uma vacina de um vetor viral
geneticamente modificado sem capacidade replicativa, não é expectável a
existência de efeitos adversos na criança amamentada, à semelhança das
vacinas inativadas". Garantia ainda que as
mulheres que estejam a amamentar e sejam pertencentes a grupos de risco
podiam ser vacinadas e que não se recomendava parar a amamentação após a
vacinação.A vacina da AstraZeneva é
constituída por um vetor viral (adenovírus) geneticamente modificado,
sem capacidade replicativa, "não havendo por isso contraindicação à sua
administração em pessoas com imunodeficiência, à semelhança das vacinas
inativadas", acrescenatava a DGS.Nesta
vacina é introduzido no corpo um mensageiro de ácido ribonucleico (mRNA
na sigla em inglês), que contém informação genética sobre o vírus e
engana o corpo para que seja ele próprio a produzir a proteína do
agressor.Quanto às pessoas com doença
autoimune ou autoinflamatória, não existe evidência de que a vacinação
cause agravamento ou precipite crise aguda.