DGS alarga grupos com risco acrescido abrangidos pela vacinação preventiva
Monkeypox
8 de nov. de 2022, 13:10
— Lusa/AO Online
A revisão
dos critérios de elegibilidade para a vacinação pré-exposição ao vírus
(preventiva) de pessoas com 18 ou mais anos e que nunca tenham sido
diagnosticadas com esta infeção consta de uma atualização da norma da
DGS publicada esta terça-feira.De acordo com estes
novos critérios, podem receber a vacina preventiva contra o vírus VMPX
os “homens que têm sexo com homens (HSH), mulheres e pessoas trans, em
profilaxia pré-exposição para o vírus da imunodeficiência humana com
história de múltiplos parceiros sexuais nos últimos seis meses”.São
também elegíveis para essa vacinação os HSH e pessoas trans que vivam
com VIH e tenham múltiplos parceiros sexuais nos últimos seis meses,
assim como os HSH e pessoas trans envolvidas em sexo comercial e os HSH
com imunossupressão grave.A norma mantém a
elegibilidade dos profissionais de saúde com elevado risco de
exposição, envolvidos na colheita e processamento de produtos biológicos
de casos de infeção.“A gestão da
estratégia logística de vacinação pré-exposição mantém-se ao nível de
cada região de saúde, após identificação dos cidadãos elegíveis,
preferencialmente, em consulta de especialidade”, refere o documento da
DGS.A única vacina disponível no mercado
internacional para a Monkeypox é de terceira geração contra a varíola,
produzida pela empresa Bavarian Nordic, e que é comercializada com a
designação de Jynneos nos Estados Unidos e de Imvanex na Europa.Além
da imunização preventiva, a vacinação em Portugal abrange a
pós-exposição a contactos com pessoas infetadas, que “é prioritária e
não deve ser adiada”, refere ainda a norma da autoridade de saúde.De
acordo com os últimos dados disponibilizados pela DGS, desde 3 de maio e
até 26 de outubro, foram identificados 944 casos confirmados de
Monkeypox em Portugal, mas registando uma tendência decrescente do
número de novas infeções.Segundo a DGS, os
sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores
musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com
o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.Uma
pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura
completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que
poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.