DGS afasta repetição de testes em doentes recuperados por rotina
Covid-19
6 de abr. de 2020, 14:52
— Lusa/AO Online
Na conferência de imprensa
diária para atualização de informação sobre a pandemia de covid-19,
Graça Freitas sublinhou que atualmente ainda pouco se sabe sobre a
doença e sobre a possibilidade de adquirir imunidade ao vírus
SARS-CoV-2, recordando que até agora foram poucos os casos de
reincidência registados.“Isso aconteceu em
muito poucas situações, que foram relatadas sobretudo na Ásia, e,
portanto, nós temos que ir acompanhando e ir fazendo testes em
populações que são estudadas especificamente para essa matéria, para
aumentar o nosso conhecimento sobre a doença”, afirmou a diretora-geral.Graça
Freitas reforçou que “este é um vírus novo, com características
diferentes”, mas afastou a realização por rotina de testes adicionais a
doentes recuperados por rotina, “a menos que exista evidência científica
de que é preciso voltar a testar as pessoas”.No
sábado, a diretora-geral anunciou que Portugal vai fazer estudos para
saber qual a proporção da população que adquiriu imunidade ao novo
coronavírus (SARS-CoV-2,), estando a metodologia e a data a ser
equacionada pela comunidade científica internacional.Durante
a conferência de imprensa, Graça Freitas aproveitou para reforçar que,
atualmente, a preocupação das autoridades de saúde é testar todas as
pessoas que manifestem qualquer tipo de sintomas, profissionais de saúde
e de lares, e contactos próximos de um caso.Questionada
sobre a existência de assimetrias regionais na realização de testes, a
diretora-geral afirmou que “estão a chegar testes onde de facto são
necessários”, defendendo que quaisquer assimetrias regionais refletem o
mapa de distribuição da doença.