DGRM recebe 20 pedidos de licença para pesca de atum e prioriza renovações
15 de abr. de 2025, 16:12
— Lusa/AO Online
“Para 2025 a DGRM recebeu 20 pedidos de operadores com atividade marítimo-turística”, indicou, em resposta à Lusa. No
total, foram atribuídas 10 autorizações, priorizando a renovação de
licenças, de modo a que os operadores possam dar continuidade à
atividade das suas embarcações e para diminuir a pressão sobre o
recurso. Em 2024, tinham sido atribuídas 12 autorizações por ordem de chegada. Antes disso, em 2022, tinham sido concedidas nove licenças e no ano anterior cinco. De
acordo com a DGRM, o número de licenças atribuídas deve ser controlado
tendo em conta que a quota disponível é de 500 quilogramas (kg). Cada atum rabilho adulto tem, em média, entre 220 e 250 kg.Este limite, conforme apontou, resulta das conclusões de um grupo de trabalho com vários representantes do setor.“Contudo,
clarifica-se que, apesar de a quota ser restrita, é dada a
possibilidade a estas embarcações de libertarem estes exemplares
capturados vivos e assim poderem manter a atividade, diminuindo a
pressão sobre o recurso”, precisou. A DGRM
disse ainda que estas embarcações podem pescar outros tipos de atuns ou
espécies similares, que não têm limites para a pesca turística. Esta quota turística destina-se a capturas acidentais, que devem ser comunicadas à DGRM.Um
grupo de operadores exigiu ao Governo igualdade de tratamento na
atribuição de licenças para a pesca desportiva de atum rabilho,
questionando os critérios de seleção adotados pela DGRM. Os
proprietários e operadores de embarcações marítimo-turísticas
licenciadas para a pesca desportiva questionam por que razão são
atribuídas “licenças a apenas 10 embarcações, apesar de existirem outras
igualmente legalizadas, em plena atividade e cumpridoras das exigências
legais”, revelam as queixas enviadas ao Ministério da Agricultura e à
DGRM, a que a Lusa teve acesso. Por outro
lado, lamentam a exclusividade na atribuição de licenças a embarcações
registadas em 2024, deixando de fora os restantes operadores. O
grupo quer uma reunião urgente com o ministro da Agricultura e Pescas,
José Manuel Fernandes, ou com representantes do respetivo ministério. Estes
profissionais exigem ainda a revisão do referido despacho da DGRM, com a
suspensão dos seus efeitos até nova avaliação, a divulgação pública dos
critérios de seleção adotados pela DGRM e a justificação da exclusão
das embarcações legalizadas “e ativas há mais tempo, assim como de
embarcações recentemente registadas que representam investimentos
relevantes no setor e cumprem integralmente os requisitos legais”. Acresce um pedido para que seja atribuída uma licença a todas as embarcações que cumprem os requisitos legais.De
acordo com um despacho da DGRM, que define as condições para o
exercício desta pesca e as medidas de gestão para este ano, o atum
rabilho é objeto de um plano de pesca nacional, comunicado à Comissão
Europeia.O plano tem em conta as
possibilidades de pesca atribuídas a Portugal, as especificidades
regionais e as diferentes componentes desta pescaria. Este
diploma determina, conforme apontado nas denúncias enviadas ao
executivo, que o número máximo de operadores marítimo-turísticos
autorizados a capturar atum rabilho é 10, sendo dada prioridade aos “que
tenham tido autorização em 2024” e tenham solicitado, novamente, a
referida autorização.