Dezenas de pessoas protestam em Nova Iorque contra e a favor da prisão de Maduro
Hoje 16:29
— Lusa/AO Online
O ponto de encontro dos dois
grupos foi o Tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, na baixa de
Manhattan. Apesar de em comum agitarem bandeiras da Venezuela, os
objetivos dos protestos não podiam ser mais antagónicos.Uma barreira de metal e um forte dispositivo policial separavam os dois grupos.Do
lado direito, um grupo mais pequeno defendia a libertação imediata de
Nicolás Maduro, que, juntamente com a mulher, Cilia Flores, foi
capturado em 03 de janeiro durante uma operação militar dos Estados
Unidos em Caracas. “Libertem o Presidente Maduro e Cilia Flores”, podia ler-se nos cartazes levantados por apoiantes do ex-líder venezuelano.Em
cânticos entoados em espanhol e em inglês, defendiam a “revolução
socialista” e diziam não querer tropas norte-americanas a invadir solo
venezuelano.Do lado oposto da cerca de
metal, um número maior de pessoas celebrava a prisão de Maduro, que
acusaram de “tortura, execuções extrajudiciais, violência estatal”,
entre outros crimes.“Não queremos mais ditadura”, “Maduro vendeu a Venezuela”, “Vamos celebrar Maduro na prisão”, lia-se em alguns cartazes.Um
boneco com a imagem de Nicolás Maduro, com olhos vermelhos e vestido
com o tradicional uniforme laranja usado nas prisões norte-americanas,
também desfilava no protesto.Junto ao
tribunal estava igualmente um grupo de espanhóis, membros da associação
HazteOir, que exige uma investigação às alegadas ligações entre o
Partido Socialista Espanhol (PSOE) e o regime de Maduro.“Esta
é a segunda vez que estamos aqui, porque queremos mostrar como o PSOE é
corrupto e as ligações entre o presidente do Governo de Espanha, Pedro
Sánchez, e o antigo presidente José Luis Rodríguez Zapatero com a
ditadura de Maduro”, disse à Lusa um dos membros, que não se quis
identificar, da HazteOir.Além de vários
cartazes, a associação espanhola colocou também a circular pela baixa de
Manhattan uma carrinha com os rostos de Maduro, Sánchez e Zapatero,
classificando-os como criminosos.“Sabemos
que muito dinheiro foi enviado da Venezuela para Espanha e exigimos que
isso seja investigado”, acrescentou o jovem ativista espanhol. Depois
da captura em janeiro, Maduro foi levado para Nova Iorque, onde
permanece no Centro Metropolitano de Detenção em Brooklyn, aguardando
julgamento por acusações de narcoterrorismo e tráfico de droga.O
antigo homem forte da Venezuela, de 63 anos, e a mulher, Cilia Flores,
de 69, também acusada no mesmo processo, não voltaram a aparecer em
público desde uma primeira audiência realizada a 05 de janeiro, em que
foram formalmente acusados pela justiça norte-americana.