Devolução pela SATA de 3ME é “bom resultado” face ao “que se chegou a falar”
Hoje 14:58
— Lusa/AO Online
Em
declarações aos jornalistas em Ponta Delgada, a secretária regional do
Turismo, Mobilidade e Infraestruturas afirmou que a
decisão “dá bem nota da forma como a Comissão Europeia acompanha de
perto” o processo de alienação da companhia aérea Azores Airlines.“Felizmente,
e após as explicações que se deram sobre todo o processo, acabou por
ser três milhões. Obviamente que é importante, mas para os valores que
se chegaram a falar é, de facto, um bom resultado final. A verdade é
que, a conclusão a tirar, é que temos mesmo de cumprir o calendário e
temos mesmo de cumprir o plano de reestruturação”, afirmou Berta Cabral,
à margem da apresentação dos novos critérios para o galardão turístico
Misotis Azores.O jornal Público revela esta segunda-feira que a TAP vai ter de devolver 25 milhões ao Estado por atraso na
venda da Cateringpor e da Spdh, enquanto a SATA terá de devolver três
milhões de euros por não ter privatizado 51% da Azores Airlines até ao
final de 2025, segundo decisão da Comissão Europeia.Em
reação, a secretária regional reiterou que o Governo dos Açores vai
cumprir o plano de reestruturação com “toda a responsabilidade” e
alertou que é preciso "estar ciente" e ter a "noção" de que a Comissão
Europeia "acompanha de perto" o processo de reestruturação da SATA.“Quando
às vezes se diz para fazer isto ou aquilo, fazer mais ou fazer menos,
não. Nós temos de cumprir o plano de reestruturação”, reforçou.Berta Cabral revelou, também, que em cima da mesa chegaram a ser abordados “valores muito superiores” aos três milhões de euros.“Sempre
que há qualquer alteração ao calendário previsto há aplicação de uma
penalização. Podia ter sido muito superior. Na TAP é superior, mas
também tem outra dimensão. Mas também se chegou a falar em valores muito
superiores para a SATA”, adiantou.Questionada
sobre se o executivo açoriano tinha conhecimento da penalização quando
solicitou a prorrogação do prazo de privatização, a secretária regional
rejeitou entrar em “questões mais de pormenor e detalhe” por não estar
sob a sua tutela.