Detido suspeito de atear 17 fogos em Ponte da Barca
Incêndios
29 de ago. de 2025, 15:55
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a PJ explica que o homem, de 42 anos e residente na
freguesia de Lavradas, no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana
do Castelo, “conhecia muito bem o terreno, dominando os pontos de
entrada e fuga do mesmo, conseguindo assim que ninguém o visse, não
levantando suspeitas relativamente à sua atuação criminosa”.No
decurso de “diligências de investigação realizadas pelo Departamento de
Investigação Criminal de Braga, e de um trabalho persistente de recolha
de elementos de prova, foi possível finalmente identificar o suspeito,
igualmente referenciado pelo consumo excessivo de álcool”.A
PJ adianta que os fogos eram ateados “por via de chama direta, em
período diurno, a grande maioria deles ao final da tarde, em horários
sucessivamente muito próximos”.“Ao longo
de 2024-2025, de uma forma sistemática e em dias e horários alternados,
ocorreram diversas ignições que colocaram em perigo toda uma extensa
mancha florestal, com diversas edificações próximas, as quais originaram
vários incêndios que foram prontamente extintos por ação dos bombeiros e
de meios aéreos, para ali alocados”, acrescenta a PJ.Segundo
a polícia, existirem “suspeitas que o homem seja ainda o autor de
várias ignições ocorridas em 2023, em zona florestal na localidade de
Bemposta, em Lavradas”.“Os diversos locais
destas ocorrências situam-se em áreas com especiais condições de
propagação a manchas florestais de grandes dimensões, compostas
maioritariamente por vegetação arbórea, tendo, por isso mesmo, gerado
enormes riscos, potencialmente alimentados, não só pela elevada carga de
produto inflamável ali existente, como também pelo acentuado declive
próprio da região, o que se traduziu em elevadíssimo perigo concreto
para as pessoas, para os seus bens patrimoniais e para o ambiente”,
especifica ainda.O detido será presente às
autoridades judiciárias para primeiro interrogatório, tendo em vista a
aplicação das adequadas medidas de coação.Esta
operação foi feita “em estreita colaboração com o Grupo de Trabalho
para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Litoral Norte (GNR,
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas [ICNF] e PJ)”.