Detido funcionário por se recusar a passar sandes e fruta pelo raios X

Aeroporto do Porto

3 de set. de 2007, 18:52 — Lusa / AO

Luís Magalhães, da Direcção do Sindicato do Pessoal da Aviação e Aeroportos (SITAVA), disse que o funcionário em questão decidiu levar alimentos para o posto de trabalho por estar a efectuar um tratamento que o obriga a alimentar-se de três em três horas. "Trata-se de um funcionário com elevadas responsabilidades, já que tem a seu cargo a supervisão das operações de socorro, com muitos anos de serviço e devidamente identificado”, frisou Luís Magalhães sustentando que “os alimentos eram umas peças de fruta e umas sandes que podem perfeitamente ser examinadas visualmente". O responsável do SITAVA sublinhou que o funcionário em questão "não se recusou a passar ele próprio pela máquina de raios X, apenas não permitiu a passagem dos alimentos, já que, dada a sua natureza, eram facilmente inspeccionáveis à vista". A questão, segundo Luís Magalhães, “já foi debatida com as autoridades competentes” pelo que “nos aeroportos de Faro e de Ponta Delgada já se encontra instituído que os alimentos dos funcionários não passam pela máquina de raios X, sendo objecto de inspecção visual”. “Aqui no Aeroporto do Porto a paranóia da segurança continua em grau máximo", frisou o dirigente sindical. Segundo o SITAVA, o funcionário em questão foi detido e levado para o Tribunal da Maia, para ser submetido a interrogatório judicial. "Está lá o nosso advogado, aguardamos a decisão do juiz, após o que a Direcção Nacional do SITAVA deverá reunir-se para tomar uma posição sobre este assunto", revelou Luís Magalhães. Uma fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto confirmou à Lusa a detenção do funcionário "por desobediência à autoridade e não cumprimento das regras de segurança que regem a entrada nas áreas restritas dos aeroportos”. A fonte acrescentou que o processo está a seguir os seus trâmites normais no Tribunal da Maia.