Detetado foco de loque americana em abelhas na ilha das Flores

11 de jul. de 2025, 12:35 — Lusa/AO Online

“Graças à eficácia da vigilância implementada, o foco foi identificado precocemente, o que permitiu uma intervenção rápida e determinada, essencial para a contenção da propagação da doença”, referiu em comunicado a Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural dos Açores.Segundo a nota, no seguimento da deteção, “foram já destruídas 53 colónias de abelhas e três apiários, conforme estabelecido pelas normas sanitárias em vigor”.O foco da doença foi detetado nas Flores no âmbito dos controlos sanitários previstos no Programa Sanitário Apícola Regional.O Governo Regional adianta que a loque americana é uma doença bacteriana “altamente contagiosa entre colónias de abelhas” e representa “uma grave ameaça à sanidade apícola, não existindo tratamento eficaz, sendo por isso obrigatória a destruição dos apiários infetados como medida de controlo e erradicação”.No comunicado, é destacado o “importante papel” dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores, quer na prevenção, através da implementação de medidas sanitárias e ações de sensibilização, quer no combate à doença, com apoio técnico e logístico no terreno.“A este esforço juntou-se ainda a colaboração dos Serviços de Desenvolvimento Agrário do Pico e de São Miguel, que prestaram apoio especializado fundamental para a concretização das medidas de contenção e destruição”, pode ler-se.É também salientado o desempenho do Laboratório Regional de Veterinária, “cuja atuação célere nas análises laboratoriais permitiu a rápida confirmação da presença da doença”, tal como envolvimento dos dois municípios da ilha (Santa Cruz das Flores e Lajes das Flores), que “colaboraram ativamente no processo de destruição das colónias e na operacionalização das medidas de resposta”.É deixado um apelo a todos os apicultores da Região Autónoma dos Açores para que reforcem a vigilância sanitária das suas colónias de abelhas e que “comuniquem de imediato quaisquer suspeitas ou sinais da doença aos serviços oficiais competentes”.“A colaboração ativa dos apicultores é essencial para a proteção do setor apícola regional e para garantir a sustentabilidade da atividade”, lê-se.