Determinado fim da crise energética relativa a gasóleo nas Flores e Corvo
8 de nov. de 2019, 11:45
— Lusa/AO Online
Em nota à imprensa, o executivo regional
sinaliza que "o despacho 1593/2019 de 03 de outubro, alterado pelo
despacho 1757/2019, de 31 de outubro, que declarou a situação de crise
energética nas ilhas da Flores e do Corvo, será atualizado e republicado
em breve em Jornal Oficial".“A alteração,
que produz efeitos a partir de hoje, determina o fim da crise
energética nas Flores e no Corvo, no que diz respeito ao gasóleo
rodoviário e ao gasóleo colorido e marcado utilizado na agricultura e
nas pescas", é referido.A decisão,
sublinha o Governo dos Açores, deve-se ao facto de já ter sido possível
abastecer as Flores com 363 mil litros de gasóleo, ficando a ilha com um
stock atual de 600 mil litros.Este
abastecimento, iniciado na tarde de segunda-feira e terminado na tarde
de quarta-feira, só se tornou possível devido à intervenção do rebocador
"Pêro de Teive", propriedade da empresa pública Portos dos Açores, que
auxiliou o navio "São Jorge", efetuando a trasfega do combustível para a
ilha, numa operação de caráter excecional.A situação de crise energética mantém-se apenas no que se refere à gasolina.Durante
a passagem do “Lorenzo” pelos Açores, no começo de outubro, foram
registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.A passagem causou a destruição total do porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo Ocidental.No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, segundo o Governo Regional dos Açores.Em
14 de outubro, o presidente do executivo regional, Vasco Cordeiro,
pediu ajuda financeira ao Estado e a ativação do Fundo de Solidariedade
da União Europeia.Uma semana depois, o
Governo da República assegurou que vai pagar 85% dos estragos causados e
agilizar os procedimentos para recuperar as infraestruturas destruídas.O
anúncio foi feito por Vasco Cordeiro, em Lisboa, após uma reunião com o
primeiro-ministro, António Costa, e com os ministros da Economia e do
Planeamento, Pedro Siza Vieira e Nelson de Souza, respetivamente.De
acordo com Vasco Cordeiro, no encontro, o Governo da República assumiu
“sem reservas o dever de solidariedade” para com os Açores, conforme
havia sido solicitado pelo Governo Regional.O governante tem para hoje marcada uma audiência, em Lisboa, com o primeiro-ministro.