Detenções por violência doméstica aumentaram 17,5% em 2019, totalizando 944
4 de fev. de 2020, 18:25
— Lusa/AO Online
Os
dados de 2019 sobre violência doméstica foram avançados por Eduardo
Cabrita na apresentação pública do projeto-piloto “qualificar a
segurança com a inteligência coletiva – a Violência Doméstica”, que
decorreu na Escola da Guarda Nacional Republicana, em Queluz.Segundo
o ministro, as forças de segurança detiveram 944 pessoas por violência
doméstica em 2019, enquanto em 2018 foram detidas 803.No
ano passado, a PSP e a GNR registaram 29.400 denúncias relacionadas com
violência doméstica e em 2018 verificaram-se 26.400, indicou Eduardo
Cabrita, frisando que este crescimento foi mais significativo nas áreas
rurais e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. O
governante acrescentou que este crescimento se verificou sobretudo na
área de intervenção da Guarda Nacional Republicana, que passou de 11.913
casos denunciados em 2018 para 13.478 no ano passado.De
acordo com dados avançados pela GNR, na área de intervenção desta força
de segurança, os meios rurais, foram detidas 259 pessoas em 2019 e no
ano anterior o número situava-se nos 205.No entanto, Eduardo Cabrita referiu que o total das 944 detenções teve “maior incidência nas áreas urbanas”.O
ministro da Administração Interna sublinhou também que o crescimento do
reporte de denúncias decorre de uma realidade que existia, mas “estava
escondida” nas relações familiares, além da “intervenção proativa das
forças de segurança”.Enquanto que Portugal
regista, desde há quatro anos, “uma significativa redução da
criminalidade”, tanta a violenta e grave como a geral, na área da
violência doméstica ocorre o contrário em que as queixas têm aumentado,
disse. Eduardo Cabrita garantiu ainda que o
Governo “deu instruções claras às forças de segurança” para que as
questões de violência doméstica fossem “uma área prioritária”.Nesse
sentido, destacou a formação que está a ser ministrada aos polícias e o
aumento de espaços reservados a atendimentos das vítimas de violência
doméstica nas instalações policiais.Na
apresentação deste projeto-piloto, que associa a aplicação da
metodologia da inteligência coletiva à predição, prevenção, dissuasão e
repressão do fenómeno criminal de violência doméstica, esteve também
presente a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.