Despesas das famílias abrandam quebra para -4,3% no terceiro trimestre
30 de nov. de 2020, 16:31
— Lusa/AO Online
Segundo
as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo Instituto Nacional de
Estatística (INE), “as despesas das famílias residentes em bens
duradouros aumentaram 2,1% em termos homólogos, após terem diminuído
acentuadamente no segundo trimestre (-26,2%), observando-se uma variação
homóloga menos negativa das aquisições de veículos automóveis no
terceiro trimestre face ao observado no trimestre anterior”."A
componente de bens não duradouros e serviços também registou uma
recuperação, embora menos expressiva que a observada na componente de
bens duradouros, passando de uma taxa de variação homóloga de -13,6% no
segundo trimestre para -5,0%, verificando-se um abrandamento na
componente de bens alimentares", pode ainda ler-se no documento do INE.Já
em relação ao segundo trimestre, as despesas de consumo das famílias
residentes aumentaram 13,3%, (diminuição de 13,4% no trimestre
anterior), “verificando-se uma variação em cadeia de 40,2% das despesas
em bens duradouros, tendo as despesas em bens não duradouros e serviços
aumentado 10,8% (taxas de -22,5% e -12,5% no segundo trimestre,
respetivamente)”."O consumo privado no
território económico, refletindo a forte redução da despesa efetuada por
não residentes, continuou a registar uma diminuição homóloga
significativa (taxa de -9,4%), mas consideravelmente menos intensa que a
observada no trimestre anterior (-21,4%)”, precisa o INE.O
INE confirmou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 5,7% no
terceiro trimestre em termos homólogos e recuperou 13,3% em cadeia.“No
terceiro trimestre de 2020, o PIB registou uma diminuição homóloga de
5,7% em volume, depois da contração de 16,4% observada no trimestre
anterior. Esta evolução deveu-se em grande medida ao comportamento da
procura interna, que registou um contributo significativamente menos
negativo que no trimestre precedente (passando de -11,8 pontos
percentuais no segundo trimestre para -4,0 pontos percentuais),
refletindo sobretudo a recuperação expressiva do consumo privado e, em
menor grau, do investimento e do consumo público”, refere o INE.No
mesmo sentido, o contributo da procura externa líquida no terceiro
trimestre foi menos negativo que o registado no trimestre precedente
(passando de -4,6 pontos percentuais para -1,6 pontos percentuais),
verificando-se uma recuperação mais significativa das exportações de
bens e serviços (passando de uma taxa de -39,4% para -15,2%) que a
observada nas importações de bens e serviços (de -29,2% para -11,4%),
devido sobretudo à evolução das exportações de bens”, acrescenta.Já
no que se refere à evolução em cadeia - o PIB aumentou 13,3% em termos
reais face ao segundo trimestre, depois de ter diminuído 13,9% no
trimestre precedente - o INE explica também este resultado “sobretudo
pelo comportamento da procura interna, que registou um contributo
positivo de 10,7 pontos percentuais para a variação em cadeia do PIB,
quase simétrico do observado no segundo trimestre (-10,9 pontos
percentuais)”.Os números hoje conhecidos
seguem-se a duas estimativas rápidas anteriormente divulgadas pelo INE: A
primeira, em 30 de outubro, apontava para uma queda de 5,8% do PIB em
termos homólogos e uma recuperação de 13,2% em cadeia, e a segunda, de
13 de novembro, reviu a anterior em alta numa décima (para uma contração
homóloga de 5,7% e recuperação em cadeia de 13,3%), sendo igual à
divulgada hoje.