Despesa do SNS e dos Serviços Regionais de Saúde terá aumentado 4,9% em 2019
13 de jul. de 2020, 11:56
— LUSA/AO online
De acordo com os dados provisórios da Conta
Satélite da Saúde do INE, a despesa do SNS e SRS cresceu 6,1% em 2018,
mais 2,6 pontos percentuais (p.p.) do que em 2017, devido ao reforço do
financiamento de todos os principais prestadores.
“A despesa em hospitais privados e prestadores privados de cuidados
de saúde em ambulatório aumentou 10,7% e 6,2%, respetivamente, em
consequência do maior financiamento aos hospitais com Contrato de PPP
[parcerias público-privadas] (+4,0%) e às entidades convencionadas”,
justifica o INE Segundo os indicadores, o
aumento do consumo intermédio e dos custos com o pessoal dos
prestadores públicos justificaram o incremento do financiamento aos
hospitais públicos (+6,1%) e aos prestadores públicos de cuidados de
saúde em ambulatório (+3,4%). A despesa
em farmácias também cresceu (+5,1%), refletindo “o crescimento da
despesa com medicamentos comparticipados e com outros produtos médicos,
tais como dispositivos da diabetes, produtos de ostomia e incontinência,
dietéticos e câmaras expansoras”. “Em
termos estruturais destacou-se a diminuição do peso do financiamento em
prestadores públicos de cuidados de saúde em ambulatório (-0,3 p.p.) e
em farmácias (-0,2 p.p.) e, em sentido inverso, o aumento da importância
relativa dos hospitais privados (+0,3 p.p.)”, sublinha o INE.Para 2019, os dados preliminares apontam para um aumento da despesa do SNS e SRS (+4,9%).“Em 2018, não se observaram alterações significativas na repartição da despesa corrente em saúde por prestador”, refere o INE.
De acordo com os dados, os prestadores públicos (hospitais, que incluem
os hospitais Entidades Públicas Empresariais (EPE), unidades
residenciais de cuidados continuados, prestadores de cuidados de saúde
em ambulatório e prestadores de serviços auxiliares concentraram 38% da
despesa corrente. Os hospitais com Contrato de Parceria Público-Privada (PPP) representaram 19,4% da despesa corrente dos hospitais privados.
O Instituto Nacional de Estatística explica que os resultados da
Conta Satélite da Saúde (CSS) são consistentes com a base 2016 (que
substituiu a anterior base 2011) das Contas Nacionais Portuguesas (CNP),
divulgada a 23 de setembro de 2019. “Na
base 2016 foram realizadas alterações metodológicas relevantes e
introduzida informação de novas fontes, com impacto no nível da despesa
corrente em saúde, em termos nominais, e na composição das dimensões de
financiamento, prestação e função”, explica o INE. Tal
como as Contas Nacionais Portuguesas (CNP), a CSS é objeto de mudanças
de base, sensivelmente a cada cinco anos, com o objetivo de refletir
desenvolvimentos metodológicos, atualizações de procedimentos, do
universo de referência e respetivas classificações e a incorporação de
novas fontes de informação.