Despedimentos coletivos caem 4% até abril para 192
Hoje 08:59
— Lusa/AO Online
Trata-se do valor mais
baixo desde 2024, quando tinham sido registados 175 despedimentos
coletivos nos primeiros quatro meses, sendo que nos quatro primeiros
meses de 2025 tinham sido comunicados 200 despedimentos coletivos.Dos
192 despedimentos coletivos comunicados pelas empresas até abril deste
ano, 59 foram de microempresas, 91 de pequenas empresas, 29 de médias
empresas e 13 de grandes empresas.Em
termos regionais, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a liderar
com 114 despedimentos coletivos comunicados, seguida pelo Norte (com
51), pelo Centro (20), pelo Algarve (4) e pelo Alentejo (3)
Já o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos
caiu 2,5% nos quatro primeiros meses de 2026, face ao período homólogo.Até
abril, houve 2.450 trabalhadores abrangidos por despedimentos
coletivos, dos quais 2.311 foram efetivamente despedidos (em igual
período de 2025 tinham sido 2.514 trabalhadores abrangidos por
despedimentos coletivos, dos quais 2.450 efetivamente despedidos).Deste
modo, o número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de
despedimentos coletivos caiu 5,7% até abril, face aos 2.450 registados
no período homólogo, de acordo com os dados disponíveis.No
que toca especificamente ao mês de abril, foram efetivamente despedidos
540, um valor inferior aos 857 registados no período homólogo, bem como
aos 878 registados em março.Dos 540
trabalhadores efetivamente despedidos em abril deste ano, a região de
Lisboa e Vale do Tejo liderava (com 39% do total), com 211 trabalhadores
efetivamente despedidos.As indústrias
transformadoras e o comércio por grosso e a retalho foram as atividades
com maior número de trabalhadores despedidos em abril, sendo que, de
modo global, a redução do número de trabalhadores é a principal razão
apontada (41%), seguida pelo encerramento de uma ou várias secções (32%)
e pelo encerramento definitivo (27%).