Despedimento coletivo já levou à saída de trabalhadores da companhia

TAP

25 de nov. de 2021, 19:02 — Lusa/AO Online

Num comunicado, hoje publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a TAP revelou que, no terceiro trimestre deste ano, “nos custos com pessoal, e apesar da diminuição de 114 colaboradores no trimestre, verificou-se uma subida de 11,7% maioritariamente devido aos custos variáveis em resultado da recuperação da atividade”.De acordo com a TAP, “a maioria das saídas de colaboradores este trimestre foram voluntárias, mas também já se verificaram saídas no contexto do despedimento coletivo que começou em 01 de setembro e terminou em 16 de outubro de 2021”, lê-se na mesma nota.No período entre janeiro e setembro, a companhia revelou que “nos custos com pessoal, o ‘headcount’ [número de trabalhadores na empresa] apresenta menos 1.820 colaboradores do que um ano antes, com custos 5,3% mais baixos”.A companhia aérea apresentou hoje os seus resultados nos primeiros nove meses do ano, altura em que os seus prejuízos atingiram os 627,6 milhões de euros, uma melhoria de 10,4% em termos homólogos."O resultado líquido a 30 setembro de 2021 foi negativo em 627,6 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 73,0 milhões de euros quando comparado com o período homólogo", lê-se na mesma nota."Para este resultado contribuiu o impacto negativo das diferenças de câmbio de -125,3 milhões de euros dos quais 104,6 milhões de euros "são devidos à depreciação EUR/USD em rendas futuras e por isso sem impacto em caixa", acrescenta o comunicado à CMVM.De acordo com a companhia aérea, "as receitas a 30 setembro 2021 foram marcadas pela recuperação do tráfego de verão, mas ainda 67% abaixo de 2019, com o Brasil a abrir fronteiras apenas no início de setembro e os EUA ainda fechados" destacou a TAP.Assim, "o total de receitas operacionais alcançou 826,8 milhões de euros ligeiramente abaixo em 1,7% quando comparado com o mesmo período em 2020", indicou, salientando que "para este resultado contribuiu o decréscimo em receitas de passageiros de 91,2 milhões de euros (-13,0% YoY), o qual foi parcialmente compensado pelo segmento de carga e correio, que aumentou 81,9 milhões de euros (+102,8%)".