Desenvolvimento sustentável é pilar "fundamental" para Governo dos Açores
24 de nov. de 2021, 12:21
— Lusa/AO Online
“Com
uma dotação de aproximadamente 27,5 milhões de euros, este é o maior
plano de investimentos dos últimos oito anos e um dos maiores de sempre
da nossa autonomia, no domínio do ambiente, representando um aumento de
cerca de 8,5 milhões de euros em relação a 2021”, descreveu Alonso
Miguel, no debate sobre o Orçamento da Região para 2022, que decorre
esta semana na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores
(ALRAA), na Horta, ilha do Faial. O
secretário regional do Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM revelou que
2022 “será o ano da conclusão dos processos de alteração dos Planos de
Ordenamento da Orla Costeira da Terceira e de São Miguel”, e o do início
do processo de avaliação e alteração ao Plano de Ordenamento da Orla
Costeira das Flores, “de modo a que se conforme com a legislação
entretanto publicada”.No domínio da
proteção e prevenção de riscos naturais, Alongo Miguel destacou que “a
implementação do projeto de Monitorização das Zonas de Risco dos Açores”
será “alargada às novas zonas de risco referenciadas pelo Laboratório
Regional de Engenharia Civil”.Destacando a
“particular relevância” da prevenção dos riscos hidrológicos, Alonso
Miguel referiu a intenção de dar “continuidade à monitorização,
manutenção e requalificação da rede hidrográfica, através da execução de
trabalhos de limpeza, desobstrução, reparação e melhoramento da rede”.Para estes trabalhos, o orçamento “rondará 4,5 milhões de euros”.O
governante apresentou “a adaptação aos impactos futuros das alterações
climáticas” como “um objetivo que deve nortear as políticas públicas
ambientais”.“Neste enquadramento, com um
investimento previsto de cerca de 3,5 milhões de euros para 2022,
continuaremos a executar o Projeto LIFE IP CLIMAZ, como um instrumento
fundamental na operacionalização das necessárias respostas para a
adaptação aos efeitos das alterações climáticas”, disse.Quanto
a novos investimentos “essenciais”, o secretário regional identificou
“a elaboração do Roteiro para a Neutralidade Carbónica dos Açores" ou “a
implementação de sistemas de alerta de cheias em bacias hidrográficas
de risco".Joana Tavares, deputada do PS,
disse ser “nítido o abandono e desinteressa por um problema que afeta
seis ilhas dos Açores – a monitorização por infestação por térmitas”.Alonso Miguel recusou que caiba à sua secretaria a tutela sobre a matéria.A
deputada socialista disse fazer “parte do sistema de certificação de
térmitas há dez anos”, assegurando ser responsabilidade da Secretaria do
Ambiente “a elaboração de mapas de risco para aplicação por parte da
Habitação”.Marco Costa, do PSD, elogiou o
Governo por prosseguir “o trajeto de cumprimento com compromissos
assumidos”, nomeadamente na “implementação de medidas de mitigação e
adaptação para as alterações climáticas”, tendo em vista “atingir a
neutralidade carbónica até 2050”.“Governar os Açores é governar uma região privilegiada na sua componente ambiental”, destacou.O
deputado Rui Martins, do CDS, salientou a “grande aposta” do Governo na
reabilitação ambiental e o “verdadeiro projeto de desenvolvimento
sustentável”.António Lima, do BE, referiu
um “assalto ao território dos Açores com o qual o Governo está a ser
cúmplice”, referindo-se à autorização de obras “em caminhos rurais ou em
reserva ecológica”.Marco Costa refutou as declarações do bloquista, notando que o que existe “é a aplicação de legislação nacional e regional”.